O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, neste domingo (25) criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento e disse que vai pedir anulação das eleições.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse.
Logo após o resultado apontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que tem “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.
“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, afirmou o candidato derrotado.
A fala também contraria um pedido da própria campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE. Na tarde deste domingo, a campanha do senador pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Flávio Bolsonaro também afirmou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração das Eleições 2026 e foi desmentido pelo TSE. O tribunal afirmou que o local não é aberto à visitação e que os fiscais do PL acompanharam a totalização e a divulgação dos resultados em área destinada à fiscalização.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse Flávio.
O processo eleitoral também foi reconhecido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou na noite deste domingo que o Ministério Público cumpriu sua missão de fiscalizar o processo, combater irregularidades e atuar para que a vontade do eleitor fosse respeitada.
Durante pronunciamento feito ao lado do presidente da Câmara dos Deputados após o resultado das eleições, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que “não há o que se contestar” e que “a vitória, em primeiro plano, foi da democracia”.























