O feriado prolongado da Páscoa e de Tiradentes foi marcado por pelo menos 10 mulheres assassinadas no Rio Grande do Sul. Os casos ocorreram entre a madrugada de sexta (18) e a tarde de segunda-feira (21) no Estado e são investigados como feminicídios. Diante dos recentes casos, o governador Eduardo Leite reuniu titulares de algumas secretarias para avançar no tema nesta terça-feira (22).
Segundo o Palácio Piratini, novas ações de enfrentamento à violência contra a mulher deverão ser anunciadas nos próximos dias. As ações devem focar em estímulo à denúncia e de identificação de situações de risco. Citou ainda medidas já adotadas, como o reforço da geração de autonomia financeira.
De acordo com o secretário de Justiça, Fabrício Perucchin, uma das medidas discutidas na reunião é a compra de vagas em abrigos municipais para acomodar mulheres que aceitem mudar de cidade para se proteger de companheiros violentos. Hoje, só existem 14 casas abrigos para mulheres vítimas de violência, em 13 municípios. São duas em Porto Alegre e uma em Bagé, Canoas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa, Três de Maio, Torres, Lajeado, Viamão, Vacaria.
“Nessas casas estão sobrando vagas, mas muitas vezes os municípios não aceitam mulheres de outras cidades”, reconheceu Perucchin, referendando as reclamações das delegadas e funcionárias das Delegacias da Mulher. Outro problema, segundo o secretário, é que muitas mulheres de cidades pequenas não querem ser transferidas para abrigos em outras cidades, longe de suas famílias.






















