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Força-tarefa elabora plano de ação contra a dengue em Tenente Portela

Autoridades estaduais também estiveram em Redentora, que abriga a Terra Indígena Guarita, para dialogar com lideranças indígenas sobre a situação da doença

23 de fevereiro de 2024
Iniciativa busca frear aumento de casos na região. (Foto: Patrícia Bitencurt/Ascom SES)

Diante do cenário de aumento do número de casos de dengue no Rio Grande do Sul, uma força-tarefa da Secretaria da Saúde (SES) chegou nesta quinta-feira (22) a Tenente Portela, cidade mais afetada até o momento. Localizado na Região Noroeste, na 2ª Coordenadoria Regional de Saúde, o município registrou, até ontem, 1.256 casos confirmados da doença.

Integram a força-tarefa profissionais de saúde e gestores do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e dos Departamentos de Atenção Primária e Políticas de Saúde (DAPPS) e da Gestão da Atenção Especializada (DGAE). Em reunião no centro de eventos com o prefeito em exercício, Leônidas Balestrin, gestores de saúde, representantes da Secretaria Municipal de Saúde e lideranças da Terra Indígena Guarita, as equipes fizeram um diagnóstico situacional e uma análise das estratégias em conjunto.

De acordo com a prefeitura, o município já dispõe de um plano de contingência de combate à dengue, que está servindo de base para a elaboração do plano de ação construído em parceria com o Estado. O diretor-adjunto do Cevs, Marcelo Vallandro, explicou que a força-tarefa está atuando em dois eixos principais: Assistência em Saúde e Vigilância em Saúde – para os quais foram criados grupos de trabalho específicos. “A população precisa participar junto do poder público para eliminar os criadouros e evitar que o vetor nasça e se desenvolva. Também temos as ações de educação em saúde e a estruturação da rede para acolher os casos, e essa movimentação precisa ser feita com a sociedade”, disse.

A diretora-adjunta do DAPPS, Marilise Fraga, ressaltou o papel da SES em dar suporte e potencializar as ações em Tenente Portela. “É importante organizar os fluxos de atendimento às pessoas que estão com suspeita de dengue e os casos já confirmados para evitar o agravamento e os óbitos”, explicou. “Estruturar as redes de assistência junto ao município, verificar as necessidades e buscar auxílio a nível estadual ou federal também fazem parte desse diagnóstico”.

O Cevs reforçou o quanto a conscientização da população é um fator decisivo no combate à dengue. Agentes de endemias e profissionais de saúde estão buscando frear a disseminação em diferentes frentes. A recomendação é a hidratação e a agilidade para procurar atendimento nas unidades de saúde, pois as equipes da Atenção Básica estão capacitadas e atualizadas para trabalhar com o protocolo da dengue.

Para tentar reverter a situação no município, a força-tarefa apoiou a prefeitura na elaboração de um plano de ação específico que deverá também ser enviado ao Ministério da Saúde para solicitação de apoio e recursos. Entre as diretrizes, foram sugeridas no âmbito da Vigilância: 

– convocar, na mídia, a comunidade para o engajamento num grande mutirão de eliminação de criadouros como caixas d’água e pequenos depósitos;

– avaliar a possibilidade de notificação pública coletiva para eliminação das caixas d’água não utilizadas para consumo humano;

– utilizar larvicida;

– ampliar equipes;

– reforçar a capacitação das equipe na aplicação das técnicas de controle vetorial.

No âmbito da Assistência em Saúde, as recomendações foram:  

– aumentar a capacidade de atendimento na atenção primária;

– organizar o alinhamento de fluxos na rede de Saúde, de acordo com a classificação de risco;

– orientar o fluxo de atendimento para a população indígena;

– orientar para a formação profissionais;

– acessar e disponibilizar exames laboratoriais e resultados em tempo oportuno;

– avaliar a criação de espaço para hidratação e observação de pacientes conforme o sintoma.

Redentora

Em viagem ao Noroeste, a força-tarefa também esteve, nesta quinta-feira, na 15ª Coordenadoria Regional de Saúde para visitar o município de Redentora, que abriga a Terra Indígena Guarita. O objetivo foi dialogar com as lideranças indígenas sobre a situação da doença que está acometendo a região e buscar soluções conjuntamente. “É muito importante o Estado estar presente nas aldeias, verificando a situação de perto. Com cada um fazendo a sua parte, vamos superar o problema”, afirmou o prefeito de Redentora, Malberk Dullius.

Durante a tarde, a força-tarefa visitou o posto de saúde Estiva para orientar protocolos de atendimento e verificar as condições de atendimento da unidade básica. A equipe também esteve no Centro de Convivência no setor missão da área indígena.

Após a conversa inicial com a comunidade, a equipe realizou uma visita para orientar a respeito de caixas d’água, garrafas pets e outros resíduos espalhados pelo campo, alertando sobre a importância do tratamento da água com larvicidas e de outras medidas para que não ocorra a proliferação do mosquito. As visitas foram acompanhadas ainda pela equipe do polo-base da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

Após a ida à área indígena, a equipe se reuniu na Secretaria de Saúde de Redentora para avaliar os fluxos de atendimento e de ações executados em na cidade. Participaram as equipes do município e da 15ª Coordenadoria Regional de Saúde.

Fonte: Governo do RS

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