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Fortalecimento do Mais Alimentos beneficiará agricultura familiar e indústria de máquinas

Em reunião com o Simers, na sexta-feira (23), ministro Paulo Teixeira pediu desenvolvimento de produtos para pequenos agricultores

26 de fevereiro de 2024
Encontro encerrou com compromisso de buscar inovação para as pequenas propriedades rurais (Foto: Simers / Divulgação)

O governo federal e as indústrias de máquinas e implementos agrícolas gaúchas começaram a alinhar uma parceria para alavancar a tecnificação das pequenas propriedades rurais pelo Brasil. E, com isso, alavancar o programa Mais Alimentos. O tema foi abordado em encontro realizado na sexta-feira (23), na sede do Simers, em Porto Alegre, entre o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira, técnicos da União, empresários do setor e parlamentares gaúchos.

Na reunião, solicitada pelo ministério, Teixeira conquistou o apoio e a atenção do setor logo ao garantir que o governo não irá importar máquinas para atender a agricultura familiar. Ao contrário, disse o ministro, a ideia é criar formas para estimular as empresas locais a desenvolverem produtos compatíveis com as necessidades dos agricultores de diferentes regiões do País e remodelar o acesso ao crédito para aquisição desses produtos.

O ministro assegurou que o projeto é fortalecer a indústria de máquinas nacional, para criar empregos e gerar tecnologia no Brasil e dar acesso a essa tecnologia no Brasil. Pontuou que apenas 18% das propriedades agrícolas nacionais são mecanizadas e tecnificadas.

“Isso é um problema, mas também uma oportunidade para que possamos expandir. Nós temos um mercado. Vamos discutir como criar esse mercado. No Brasil tem uma indústria de máquinas perfeita. Tem tecnologia”.
Paulo Teixeira observou, entretanto, que é preciso entender os tipos de máquinas e equipamentos necessários para atender as diversas peculiaridades de solo e de clima em cada região. E, inclusive, desenvolver novos produtos para atender a essas demandas.

“O programa Mais Alimentos é a menina dos olhos do presidente Lula. E ele me pediu expressamente para acelerar esse processo de acesso às tecnologias para otimizar a produção em todo o Brasil. Temos um baixíssimo índice de tecnificação no Nordeste, por exemplo. E o Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de máquinas e implementos. Precisamos encontrar uma forma de unir esses dois pontos”, disse o ministro.

A fala sucedeu as manifestações do diretor presidente da Agrale S.A., Hugo Domingos Zattera, da diretora da Semeato e vice-presidente do Simers, Carolina Rossato, e do CEO na Multiagro Implementos Agrícolas, Helio Muccillo. Eles manifestaram preocupação com uma suposta intenção do governo em estimular a importação desses equipamentos da China, apresentaram produtos desenvolvidos no Estado e apontaram dificuldades para comercializar equipamentos de pequeno valor a pequenos agricultores.

O tema já estava na pauta de Teixeira. Ele avisou que pedirá à equipe econômica da pasta que faça um “redesenho” dos limites e condições de acesso aos recursos disponibilizados para o Plano Safra da Agricultura Familiar. “Temos que resolver algumas questões. A primeira e mais importante é a criação de um fundo de aval. Muitas vezes o agricultor vai ao banco, mas não tem as garantias exigidas pelo agente financeiro. Ele tem renda, tem como comprovar que vai pagar o financiamento, mas não tem garantias. Estamos desenvolvendo, mas também pedimos aos estados que nos ajudem. É o ponto principal para fluir mais esses recursos”, afirmou o ministro.

Teixeira também quer mais dinheiro para o programa e, principalmente, alterar os requisitos de renda, para que um maior número de famílias possa ter acesso aos financiamentos. “Vim aqui para ver se a gente estabelece esse mecanismo, essa interação. Ver como desenhamos os mecanismos para atingir o pequeno agricultor que não consegue adquirir uma máquina de R$ 27 mil”.

Teixeira estava se referindo a uma embolsadora de silagem e grãos úmidos, fabricada pela Multiagro e vendida por esse preço, mas que fica fora do alcance dos agricultores de menor porte. O equipamento compacto foi apresentado ao ministro ao final do encontro e despertou a atenção por sua utilidade para o armazenamento de alimento para o gado.

O saldo do encontro foi o compromisso do setor em buscar desenvolver projetos de produtos de pequeno porte, adequados às pequenas propriedades rurais de diferentes regiões. E, assim, ampliar os negócios das indústrias e a rentabilidade dos agricultores familiares.

Para o presidente do Simers, Claudio Bier, o encontro foi excelente. “O recado deixado pelo ministro caiu como colírio para os olhos. Estávamos apreensivos com a possibilidade importação desses equipamentos. Mas ele nos ofereceu muitas oportunidades de financiamento para que venhamos a desenvolver máquinas semelhantes às da China, menores do que as que temos hoje, porque o agricultor do Nordeste precisa desse perfil de equipamento e nós vamos fazer isso”.

O dirigente ressaltou que a oferta de financiamento, por meio da Finep ( Financiadora de Estudos e Projetos), a juro zero animou o setor. “Vai ter demanda. Só o Sul, até agora, investiu muito em agricultora familiar. E a ideia do ministro é que todo o País invista em mecanização. Mostramos que não precisa ver máquina de fora, Nossa indústria tem condição de atender todo o mercado brasileiro e também exportar”.

Fonte: Rádio Alto Uruguai - com informações do Jornal do Comércio

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