Por ocasião do aniversário de 60 anos da nevasca que cobriu a região, a 106,1 FM entrevistou dois moradores de Humaitá que vivenciaram aquele episódio. O dia 20 de agosto de 1965 segue vivo na memória de Raimundo Antunes dos Santos, de 88 anos, e de Júlio Nilo Weschenfelder, de 95 anos.
Na época do fato, seu Raimundo residia na localidade de Santa Lúcia, no interior de São Martinho. Já o seu Júlio era morador de Mato Queimado, no interior de Crissiumal.
Entre as lembranças compartilhadas, seu Raimundo recorda que sua lavoura de milho pipoca permaneceu intacta, mesmo após a espessa cobertura de neve que chegou a 60 centímetros. Segundo ele, a quebra de galhos das árvores por conta do peso da neve assustou.
Já o seu Júlio, recorda da morte de alguns animais, como o cavalo “velho” de seu saudoso pai, assim como de passarinhos que “congelaram”. Inclusive, seu Júlio lembra de uma música que cantou ao ver aquele cenário. Além disso, ele narra as brincadeiras das crianças no meio da neve.
Ouça o áudio completo da entrevista:
A humaitense Terezinha Weizenmann, de 66 anos, também enviou relato em áudio para a Rádio Alto Uruguai. Na época ela residia com a família na localidade de Linha Paulata, no interior de Humaitá. Mesmo com apenas 6 anos de idade na época, ela recorda detalhes aquele dia. Ouça abaixo:
A ouvinte Isoldi Fritzen também contribuiu com recordação sobre aquele fato vivenciado há 60 anos:
Ouvinte Úrsula Buttinguer, de Linha Floresta, interior de São Martinho, escreveu uma poesia sobre o fato que ela presenciou há 60 anos:
Entre os dias 19 e 20 de agosto de 1965 a neve caiu por 20 horas seguidas em cidades das regiões Noroeste, Norte e Serra. Inicialmente, a queda da neve foi motivo de festa, porém, com o passar das horas virou preocupação devido ao acúmulo sobre os telhados. Pás e enxadas foram utilizadas para limpar os telhados que já começavam a ceder em algumas residências.




















