Uma missão internacional formada por representantes da cadeia da proteína animal brasileira e integrantes do governo federal encerrou com avaliação positiva uma série de agendas na Coreia do Sul voltadas à ampliação do acesso de carnes brasileiras ao mercado asiático. Para o norte do Estado, onde estão alguns dos principais polos de produção de suínos e aves do Estado, as negociações são vistas como uma oportunidade de expansão para o setor.
Integrante da comitiva, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destacou que o fortalecimento das relações comerciais com a Coreia do Sul pode abrir novas perspectivas para a produção gaúcha, especialmente para regiões com forte presença da agroindústria.
— O seminário Brasil-Coreia encerrou de maneira muito positiva. Viemos construir uma parceria estratégica e fomos muito bem recebidos. Os principais compradores sul-coreanos estiveram presentes e reforçaram o interesse em consolidar o Brasil como fornecedor de longo prazo para proteínas animais — disse.
Embora o Rio Grande do Sul tenha ampliado sua participação no mercado internacional nos últimos anos, a presença gaúcha na Coreia do Sul ainda está distante dos principais concorrentes nacionais.
Os números mostram o tamanho do potencial de crescimento. Dados da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), indicam que o Rio Grande do Sul exportou 109,4 toneladas de carne suína para a Coreia do Sul ao longo de 2026. No mesmo período, Santa Catarina, principal parceiro brasileiro dos sul-coreanos nesse segmento, embarcou 17.709 toneladas, volume mais de 160 vezes superior ao gaúcho.
Com as conversas, há potencial de abertura de ainda mais mercados da indústria gaúcha com a Coreia do Sul.
— A Coreia é um grande destino de carne de frango do Brasil e, tenho certeza, vai continuar a crescer na carne suína — Reforçou Santin.
O impacto, segundo a associação, não deve ser imediato nem exclusivo do norte do Estado, mas ampliar o comércio de proteínas de todo o Brasil. As negociações, contudo, abrem campo para que grandes indústrias da proteína animal da região comercializem com a Coreia do Sul.
A passagem pelo país se encerrou nessa segunda-feira (14). Nesta quarta (16), a comitiva desloca para Tóquio, no Japão, para fortalecimento das relações do mercado da carne brasileira com o país.





















