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Prefeito de Erval Seco, investigado por fala racista, será ouvido pelo MP

Após repercussão, político pediu desculpas e disse reconhecer a "desnecessidade de utilização deste ditado não mais popular"

31 de outubro de 2023
Prefeito de Erval Seco, Leonir Koche (PSDB), será ouvido pelo MP em investigação sobre injúria racial. (Foto: Reprodução / Facebook / Prefeitura de Erval Seco)

O prefeito de Erval Seco, Leonir Koche (PSDB), será ouvido pelo Ministério Público no próximo dia 8 de novembro no âmbito do procedimento investigatório criminal que apura se o chefe do executivo municipal cometeu, em agosto deste ano, injúria racial. A apuração do caso está a cargo da Procuradoria da Função Penal Originária do Ministério Público, com sede em Porto Alegre.

A investigação tem como elemento central uma fala considerada racista, proferida por Koche durante uma entrevista à rádio Complexo Luz e Alegria, em 17 de agosto. Na entrevista, ao valorizar obras de sua gestão, Koche afirmou: “fizemos realmente um trabalho de gente branca, vamos dizer, um trabalho perfeito”.

Após a manifestação ganhar repercussão, na semana seguinte, o prefeito se defendeu das críticas e afirmou que não teve “a intenção de machucar ninguém”, afirmando ter “morenos” em sua rotina de trabalho.

— Não tive intenção nenhuma de ofender ninguém, é uma metáfora que a gente usa muito aqui, “um serviço de gente branca”, um serviço bem feito, mas nunca fui racista. Não tinha ideia que ia dar essa repercussão. Tanto que eu tenho “N” morenos trabalhando comigo, mas enfim, isso pegou uma proporção… são pessoas que querem denegrir a gente. Eu fico sentido com isso — declarou o prefeito, à época.

Depois, por meio de nota, o prefeito classificou a fala como “infeliz” e disse reconhecer a “desnecessidade de utilização deste ditado não mais popular, e que o mesmo não possui mais espaço na atual conjuntura social”. Em outro trecho, pediu desculpas pela manifestação: “Neste sentido, venho de forma pública manifestar meu pedido de desculpa, com fins de contribuir para manter um ambiente de diálogo respeitoso e positivo em nossa comunidade”.

O vice-prefeito de Erval Seco, Vilmar Viana Farias (PDT), ouvido pela reportagem de GZH no dia seguinte à nota, avaliou que a fala do prefeito não foi racista em relação ao trecho “trabalho de gente branca”. De acordo com o vice, o mandatário de Erval Seco apenas repetiu uma expressão muito usada por outras pessoas, sem maldade.

O procedimento investigatório criminal foi instaurado, de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público, em 25 de setembro – cerca de um mês depois da repercussão da fala.

Fonte: Rádio Alto Uruguai - com informações de GZH

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