O prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin Sczmanski (PP), anunciou, na quarta-feira (27), a devolução de mais de R$ 95 mil aos cofres da prefeitura. O valor é referente a um aumento salarial que ele recebeu entre janeiro de 2025 e maio deste ano, aprovado pela Câmara de Vereadores, e que é alvo de ação na Justiça.
Aprovada em 2023, durante uma sessão extraordinária convocada por Andrei (que foi reeleito em 2024), a medida aumentou o salário do prefeito, do vice e de secretários e vereadores de Ijuí. O vencimento do chefe do Executivo passou de R$ 25 mil para R$ 36 mil mensais, superando o salário do governador, de cerca de R$ 35 mil.
Em maio do ano passado, uma decisão da Justiça anulou o reajuste, com o argumento de que o processo não tramitou com a devida transparência e que os projetos não tinham a urgência exigida para serem apreciados em sessão extraordinária. O recurso da decisão segue tramitando no Judiciário, sem data marcada para julgamento.
Conforme o presidente da Câmara de Vereadores, Gilmar Bischoff (PSD), a expectativa é de que a decisão será desfavorável ao recurso, o que obrigaria todos os servidores a devolverem o valor que receberam como aumento. O prefeito reforçou que fez a devolução dos valores de forma voluntária, independentemente da ação.
Dobrou a aposta
Em janeiro de 2026, a Câmara de Vereadores aprovou novo aumento nos salários. Após a recusa da lei pelo Executivo, o projeto foi promulgado pelo presidente Gilmar. Na oportunidade, o prefeito informou que não sancionou “porque o projeto de lei não era dele (do Executivo), mas do Legislativo”. O presidente da Câmara, por sua vez, alegou que se tratava de uma “reposição dos índices inflacionários”.
Há um novo projeto de lei, de autoria da Mesa Diretora, que tramita na Câmara, que prevê a redução dos salários aprovados em 2023. Neste projeto, o valor do prefeito reduziria a pouco mais de R$30 mil mensais.












