Contato Whatsapp:
Contato Whatsapp:
Clima

Humaitá-RS

Clima

São Martinho-RS

Clima

Três Passos-RS

Clima

Crissiumal-RS

Retomada da fábrica estatal de chips Ceitec terá investimento de R$ 110 milhões

Recurso será usado em novas tecnologias e recontratação de funcionários para a estrutura, que teve o retorno autorizado por Lula

7 de novembro de 2023
Ceitec foi autorizada pelo governo federal a voltar a funcionar (Foto: Ceitec / Divulgação / Agência Senado)

Está autorizada a retomada da fábrica estatal de chips Ceitec, o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, que fica em Porto Alegre. Um decreto assinado pelo presidente Lula foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União. O prazo para o “ok” presidencial terminaria na sexta-feira (10), quando, agora, será feita uma assembleia, na qual a reversão da extinção da empresa será oficializada e serão definidos os novos integrantes do conselho fiscal para atuação por dois anos.

Vinculada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e criada em 2008, a Ceitec desenvolve e fabrica semicondutores. No governo de Jair Bolsonaro, a empresa foi incluída em programa para ser privatizada. Como não houve interesse, um decreto autorizou a sua extinção em 2020, que passou a ser questionada após a crise mundial de falta de chips, ocorrida na pandemia. Em janeiro de 2023, o governo Lula a retirou da lista de desestatização e criou um grupo de trabalho para analisar a reversão do processo de liquidação. O parecer foi positivo pelo fim da liquidação, o que recebeu agora o “ok” ministros e do presidente da República.

Para a retomada, o Ceitec receberá um investimento de R$ 110 milhões em 2024. A informação foi dada pela ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. Segundo ela, R$ 50 milhões estão garantidos e outros R$ 60 milhões estão sendo providenciados.

Segundo ela, a previsão é que, em sete anos, a Ceitec deixe de ser “estatal dependente”, ou seja, tenha viabilidade econômica para se manter financeiramente sem depender de recursos públicos. Ela também projeta que, em dois anos, a fábrica esteja vendendo e fornecendo semicondutores ao mercado.

– O grande desafio é descobrir os nichos de mercado que estão disponíveis. Não será de alta complexidade, mas serão os setores automotivo e de transição energética, com hidrogênio verde e biomassa – acrescenta Luciana Santos – A inovação tem a fase da pesquisa e desenvolvimento, depois tem o amadurecimento, também chamado de “vale da morte”, quando precisa do papel do indutor do Estado, para depois caminhar com os próprios pés.

Também à Rádio Gaúcha, o atual gestor, Augusto Cesar Gadelha Vieira, informou que o próximo passo é consolidar o plano de trabalho com dados mais assertivos do mercado. Isso servirá para projetar a linha de atuação da estatal, como o que produzir e para quem vender. Com 70 funcionários atualmente, o quadro deve aumentar em 50 pessoas. A ampliação deve ocorrer, inicialmente, por contratação temporária e, depois, por concurso.

Pelo que o governo federal informa, a tecnologia da Ceitec mudará o foco do silício para o carbeto de silício. Segundo o presidente da Associação dos Colaboradores da Ceitec (Acceitec), Silvio Luis Santos Júnior, seria a demanda maior da transição na indústria automotiva e de energias, citando semicondutores necessários para fabricação de aerogeradores, usados para geração eólica.

Fábrica parada
A fábrica está sem produzir há dois anos e oito meses. Em processo de liquidação, não pôde operar. O atual gestor, Augusto Cesar Gadelha Vieira, garante, porém, que a estrutura segue apta, pois usa as máquinas para deixá-las “aquecidas”. O quadro de funcionários precisará ser recomposto, pois sobraram 70 dos 180. Isso já se discute com o governo federal, podendo ocorrer por concursos ou contratações temporárias.

Contexto econômico
A Ceitec tem esperança de que os semicondutores entrem na política de industrialização, assim como tenham os benefícios que a indústria no geral terá da reforma tributária com a redução de impostos ao setor.

— Hoje o chip está presente em quase tudo que fazemos na vida — diz Gadelha, que já comentou à coluna que considera o chip “o petróleo do século 20”.

Fonte: Rádio Alto Uruguai - com informações de GZH

A melhor programaçãoonline

Selecione a rádio
Copyright 2024 ® - Todos os direitos reservados