O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado do Rio Grande do Sul (Sindicato dos Radialistas do RS) divulgou uma nota oficial denunciando e repudiando ações de intimidação, constrangimento e assédio moral praticadas por um vereador de Tenente Portela contra a Rádio Municipal AM 620 e o comunicador responsável pela programação jornalística da rádio, Michel Peter.
O Sistema Alto Uruguai de Comunicação junta-se ao posicionamento do sindicato e reforça o repúdio a todo e qualquer ato que vise intimidar, constranger ou prejudicar o trabalho de radialistas e jornalistas no exercício de suas funções na região.
Reiteração de ataques e restrição à liberdade de imprensa
De acordo com o Sindicato dos Radialistas do RS, os episódios vêm se repetindo desde o dia 29 de setembro, tornando a situação insustentável. As condutas do parlamentar ocorreram durante atividades do Poder Legislativo municipal e também se desdobraram em pronunciamentos na tribuna da Câmara de Vereadores e em publicações nas redes sociais.
O sindicato aponta que o vereador tem tentado deslegitimar o trabalho do radialista ao acusá-lo de falsa “parcialidade” e contestar seu direito de utilizar os microfones para informar a comunidade.
Defesa da atividade jornalística e apoio jurídico
Em nota, a entidade destacou que a Rádio Municipal AM 620 atua há 56 anos no município pautada pela transparência, responsabilidade e garantia do contraditório, ressaltando que a emissora “não pertence a grupos políticos, mas à comunidade de Tenente Portela”.
“Informar não é tomar partido. Questionamentos e divergências fazem parte do ambiente democrático, mas o direito à crítica não pode ser confundido com tentativas de deslegitimar, constranger, intimidar ou praticar assédio moral contra profissionais de comunicação”, manifestou o sindicato.
O Sindicato dos Radialistas informou que acompanha o caso, oferecendo suporte institucional e jurídico ao profissional atingido, e exigiu a cessação imediata dos atos de intimidação, lembrando que divergências devem ser tratadas por vias democráticas, como o diálogo e o direito de resposta.






