Já se aproxima o mês em que os gaúchos tradicionalistas mais esperam no ano: setembro. Pensando nisso, o CTG Missioneiro dos Pampas, de Três Passos, organiza um almoço neste sábado (19) para arrecadar fundos destinados à cavalgada em busca da chama crioula, em Caxias do Sul. São em torno de 20 pessoas envolvidas na produção do almoço, que tem 400 fichas disponíveis para venda.
O cardápio é composto por porco no tacho, porco assado inteiro, feijão tropeiro, saladas diversas, mandioca, arroz e acompanhamentos, pelo valor de R$40,00. Crianças até sete anos não pagam, e de oito a 12 anos, o custo é de R$20,00. As fichas para as crianças são vendidas apenas na hora, já as dos adultos, podem ser garantidas antecipadamente com o Celso Scheer, Coordenador de Cavalgadas do CTG Missioneiro e vice-coordenador da 20ª Região Tradicionalista (RT), pelo telefone (55) 99984-1534, ou com demais integrantes da patronagem.
A cavalgada da Chama Crioula
No dia 14 de agosto, 17 cavaleiros da 20ª RT, sendo quatro de Três Passos, sairão de suas respectivas cidades com destino a Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, onde buscarão a Chama Crioula. No dia 17, os cavalarianos da região celeiro iniciarão a cavalgada de volta para a região, que neste ano tem como destino Humaitá, onde a chama será sediada. O trajeto será realizado durante 20 dias, então, a data prevista para chegada é entre os dias 2 e 3 de setembro.
Segundo Celso, eles andam em média a 7 Km/h, então, leva-se em torno de duas a três horas para fazer 20 quilômetros. “Nos primeiros três dias de lá pra cá, a gente vai vir com o município de Paraí. Aí vai ser um pouco puxado pra nós, porque são, em média, 50 km por dia, daí esses três dias vão ser bem puxados. Faz vinte e poucos quilômetros de manhã e mais vinte e poucos de tarde”, comenta Celso.
A preparação para a viagem exige muitos detalhes e precisão. Celso explica que grande parte dos cavalarianos irão de carro até Caxias do Sul e levam um reboque que possui banheiro, chuveiro, cama e demais itens necessários, enquanto outros vão com ônibus também equipados, e um caminhão de apoio, onde é montada a cozinha, dispondo toldos laterais para proteger os cavalos enquanto estão parados.
Celso comenta ainda que a maior preocupação é com os cavalos. “A gente se vira, né?! Mas os bichos são nosso bem maior que a gente mais cuida”. Ele deixa tudo organizado antecipadamente: ração, feno, e até capa para que os cavalos fiquem em local seco mesmo quando chove.
Isso tudo só é possível, pois contam com o apoio do Patrão da RT, Adônis Pletch, e de toda a Patronagem que os auxilia. Celso agradece também, em nome de toda a 20ª Região, os apoiadores da cultura gaúcha.

























