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Floração da canola impulsiona apicultura migratória no Rio Grande do Sul

Abelhas contribuem para a polinização cruzada das plantas, facilitando a fixação das flores e elevando o número de síliquas por planta e a produtividade final

1 de agosto de 2025
Canola em floração com presença de abelhas na região de Santa Rosa. (Foto: José Schafer / Emater/RS-Ascar)

 

 

As precipitações em volumes satisfatórios que ocorreram nos últimos períodos no Rio Grande do Sul restabeleceram os níveis de umidade do solo e beneficiaram o desenvolvimento da cultura da canola, cujas lavouras estão 22% em floração, 4% em formação das síliquas e 74% na fase vegetativa, favorecida pela alternância entre chuvas e dias ensolarados.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31), as condições atuais das lavouras de canola exigem maior atenção por parte dos produtores gaúchos quanto ao monitoramento e controle preventivo de patógenos, apesar de que, no geral, não foram constatadas ocorrências relevantes de pragas ou doenças, o que contribui para o desempenho das lavouras.

O avanço das áreas de canola em fase de floração tem estimulado a atividade da apicultura migratória, e apiários têm sido deslocados para as proximidades das lavouras, visando ao aproveitamento das floradas para a produção de mel. As abelhas contribuem para a polinização cruzada das plantas, facilitando a fixação das flores e elevando o número de síliquas por planta e a produtividade final.

Para esta safra de inverno, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares com canola, e produtividade de 1.737 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, houve recuperação no desenvolvimento vegetativo das plantas, que estão emitindo folhas vigorosas e maiores, resultando em cobertura eficiente do solo e redução da competição com plantas daninhas.

Observa-se emissão simultânea do caule principal e de ramos secundários, o que proporciona uniformidade à lavoura e alto potencial produtivo. Estima-se que 75% das áreas estejam em fase vegetativa; 18% em floração; e 7% em formação e enchimento de síliquas. Embora o manejo inicial das plantas daninhas tenha sofrido atraso em algumas áreas, a posterior aplicação de herbicidas foi eficaz, sem prejuízos ao desenvolvimento da cultura.

Na região de Santa Rosa, 53% dos cultivos de canola estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 38% em floração e 9% em enchimento de grãos. As condições ambientais no período permitiram o avanço das práticas de manejo. Na de Soledade, o estado geral da cultura está satisfatório. As ações de manejo incluem monitoramento de pragas e tratamentos preventivos de doenças.

Em diversas áreas, vêm sendo aplicados bioinsumos, como Trichoderma spp. e Bacillus subtilis para controle de patógenos, além de Beauveria bassiana no manejo de traça-das-crucíferas, entre outros agentes biológicos.

Trigo – A semeadura está tecnicamente encerrada. Restam apenas áreas pontuais, sem impacto significativo no andamento da safra. Assim, o cronograma de implantação manteve-se dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assegurando a conformidade técnica e a adequada condução da safra.

As precipitações em volumes significativos, distribuídas em todo o Estado, no final de semana passado (26 e 27/07), foram favoráveis para a cultura do trigo, uma vez que o mês de julho registrava predomínio de tempo seco, com acumulados pluviométricos insuficientes para repor a umidade do solo em profundidade.

Em termos de manejo cultural, nos dias que precederam as precipitações, foram efetuadas adubações nitrogenadas em cobertura e controle de plantas daninhas em lavouras mais recentes – já finalizadas nas mais adiantadas. Também foram intensificadas as aplicações de fungicidas para evitar a proliferação de doenças, como manchas foliares. A área cultivada com trigo no Estado nesta safra está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares. A estimativa de produtividade está em 2.997 kg/ha.

Aveia-branca – As precipitações contribuíram para a recomposição dos níveis de umidade no perfil e nas camadas mais profundas do solo. Esse aporte hídrico favorece o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da aveia-branca, em termos de expansão foliar, alongamento de colmos e enchimento de grãos, mantendo o potencial produtivo.

A ampla janela de semeadura — que se estendeu da segunda quinzena de abril até o início de julho — resultou em lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e hoje 78% da área estão em fase vegetativa, 16% em florescimento e 6% das lavouras estão em enchimento de grãos. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.

Cevada – As precipitações também contribuíram para a uniformização do desenvolvimento das lavouras de cevada, para a transição entre a fase vegetativa e a reprodutiva, e para o perfilhamento e a emissão de colmos, mantendo o potencial produtivo, o que permitiu a continuidade das práticas de manejo, especialmente a aplicação de fertilizantes, nitrogenados e potássicos, em cobertura.

FRUTÍFERAS

Morango – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a maturação dos frutos se acelerou, em razão da insolação e das temperaturas moderadas, aumentando levemente a produção em relação ao período anterior. As lavouras implantadas neste ano se desenvolvem bem e emitem novas flores. Foram realizados plantios. A sanidade geral das lavouras está adequada. Apesar do cenário ter melhorado nos últimos dias, a quantidade colhida pelos produtores ainda está insuficiente para atender de forma plena os mercados habituais.

Na última semana, houve um considerável pico nas vendas e no preço do morango, especialmente de maior calibre, devido à popularidade do chamado “morango do amor”, um morango coberto por brigadeiro branco envolto em uma calda de caramelo. O preço do quilo chegou a R$ 50,00 e segue em patamares elevados, em virtude da baixa produção e da elevada demanda local, pois é uma época de grande movimentação turística na Região das Hortênsias e na Serra. Assim, os agricultores estão adquirindo frutos de outros estados, o que eleva ainda mais os valores de venda: in natura direto aos consumidores, o quilo varia entre R$ 30,00 e R$ 40,00/kg; e congelado, de R$ 15,00 a R$ 20,00/kg. Já na Ceasa, os preços recebidos pelos agricultores ficaram entre R$ 25,00 e R$ 30,00/kg.

Na região de Pelotas, a cultura do morango vem sendo prejudicada por baixas temperaturas, pouca insolação e alta umidade relativa do ar, o que limita o desenvolvimento, a floração e o tamanho dos frutos, além de favorecer doenças. A produção e os frutos estão menores, o que mantém os preços elevados: a R$ 30,00/kg em Turuçu e Morro Redondo; entre R$ 30,00 e R$ 40,00 em Rio Grande; e entre R$ 35,00 e R$ 45,00 em Pelotas e Capão do Leão. Já na região de Soledade, a restrição de radiação solar, principalmente na Região do Baixo Vale do Rio Pardo, tem atrasado a formação e a maturação de frutos, bem como afetado o sabor. A oferta e a demanda do produto estão em equilíbrio. O preço varia de R$ 20,00 a 25,00/kg.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Nos campos nativos, houve redução da oferta de volumosos e perda de qualidade, em razão do excesso de fibra e do baixo valor nutricional. Já nas áreas de campo nativo melhorado, o desenvolvimento está adequado, possibilitando o pastejo dos animais. As pastagens de verão estão praticamente indisponíveis. Nas pastagens cultivadas, a oferta ficou limitada pelo atraso na semeadura e por fatores climáticos. Contudo, as espécies de inverno se recuperam de forma gradual, favorecidas pela elevação da temperatura e pela maior luminosidade e disponibilidade de umidade no solo, proporcionando melhor qualidade e aproveitamento para o pastejo.

BOVINOCULTURA DE CORTE – Houve grande variação na condição corporal dos rebanhos. Nos animais mantidos somente em campos nativos, ocorreu redução de peso. Já os animais criados em pastagens cultivadas, restevas ou sistemas de ILP tiveram melhor desempenho. O uso de sal proteinado e de pastagens diferidas contribuiu para manter o escore corporal em algumas propriedades. Foram realizados diagnósticos de gestação, com descarte de vacas vazias. O período de parições resultou em terneiros com bom peso ao nascer. A sanidade segue, em geral, adequada, com prioridade de alimentação para reprodutores e matrizes gestantes.

BOVINOCULTURA DE LEITE – A produção de leite apresentou estabilidade na maior parte das regiões. Em algumas áreas beneficiadas pela oferta de forragens de qualidade e pelas melhores condições climáticas, houve incremento. Nas criações a pasto, foi oferecida suplementação com concentrados energéticos, como silagem e feno. O estado corporal e sanitário dos rebanhos está satisfatório. As condições climáticas favoreceram o conforto térmico e o bem-estar dos animais, reduzindo problemas de casco e facilitando a ordenha.

Fonte: Emater-RS/Ascar

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POLÍTICA GERAL DE PRIVACIDADE E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

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A presente política tem como objetivo fortalecer o compromisso assumido com a inovação, os padrões de ética e de probidade que regem atuação profissional da emissora e a contínua valorização dos seus integrantes, clientes e parceiros, pelo que adota todas medidas cabíveis para garantir que esta Política seja adequadamente divulgada, entendida e cumprida por todos os seus integrantes.

1. Objetivos
A EMISSORA adota a presente Política como documento integrante do seu sistema de gestão corporativo, compatível com os requisitos da legislação brasileira, com o objetivo de estabelecer diretrizes para que o tratamento de dados pessoais seja realizado em níveis adequados de proteção, mediante a adoção de controles técnicos e administrativos necessários ao atendimento dos requisitos previstos na legislação vigente.
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A presente Política foi elaborada tendo por base a Lei n.º 13.709/2018 - Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assim como outras legislações do ordenamento jurídico que possam interferir nesta Política, bem como as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR ISO/IEC 27701:2020, e pela ISSO 27001:2013. (Caso a emissora opte por não entrar em conformidade com as outras normas acima destacadas, os termos acima devem ser adaptados de acordo com cada caso.)

3. Aplicação
A presente Política se aplica a qualquer operação de tratamento de dados pessoais realizada pela EMISSORA, independentemente do meio ou do país onde estejam localizados os dados, nos termos da LGPD.
Os princípios e conceitos adotados nesta Política são os constantes na LGPD e deverão seguir normas que complementem ou alterem o presente documento. Dentre eles, tem-se em especial que a EMISSORA tratará apenas os dados estritamente necessários para o desempenho da finalidade do tratamento, o qual lhe deverá ser adequado, transparente, não discriminatório e seguro.
A EMISSORA garante ainda que viabilizará o livre acesso e a qualidade dos dados, assim como que tomará medidas adequadas e razoáveis de prevenção e para o atendimento à LGPD.

4. Diretrizes
São diretrizes da EMISSORA para esta Política:
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Os dados serão excluídos quando tiverem cumprido as finalidades para as quais foram coletados ou quando o respectivo titular solicitar a sua eliminação, exceto se houver base legal que justifique o seu armazenamento.

6. Papéis e Responsabilidades
6.1 Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais – CGPD
Obs.: A criação de um Comitê Gestor de Proteção de Dados para a emissora desempenha um papel importante perante a fiscalização do cumprimento à LGPD. No entanto, caso a emissora opte por não o fazer, deverá excluir as disposições existentes
a respeito desse assunto nesta política.
Fica constituído o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais (CGPD).

O CGPD será composto de:
– 02 diretores;
– 01 membro gestor da área de privacidade e proteção de dados;
– 01 gestor ou consultor da área de segurança ou de tecnologia da informação;
– 01 gestor de departamento pessoal ou de recursos humanos;
– O encarregado de Proteção de Dados.

É responsabilidade do CGPD:
– Aprovar esta Política, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Aprovar as diretrizes de proteção da privacidade e de dados pessoais, complementares a esta Política, elaboradas pelo time de Segurança da Informação, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Garantir a disponibilidade dos recursos necessários para uma efetiva Gestão da Proteção de Dados Pessoais;
– Garantir que o tratamento de Dados Pessoais seja realizado em conformidade com a presente Política e com a legislação vigente;
– Promover a divulgação da presente Política e tomar as ações necessárias para disseminar uma cultura de proteção de Dados Pessoais no ambiente corporativo.
6.2 Encarregado Pelo Tratamento De Dados Pessoais
Obs.: cabe a cada emissora indicar se o encarregado irá cumprir outras funções, para além das que constam abaixo. Caso isso ocorra, elas devem ser acrescidas às demais responsabilidades.
É responsabilidade do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais:
– Apoiar o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais em suas deliberações;
– Tomar as ações cabíveis para se fazer cumprir os termos desta Política;
– Identificar e avaliar as principais ameaças à proteção de dados, bem como propor e, quando aprovado, apoiar a implantação de medidas corretivas para reduzir o risco;
– Aceitar reclamações e comunicações dos titulares de dados pessoais, prestar esclarecimentos e adotar as providências necessárias;
– Receber comunicações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e adotar as providências necessárias;
– Orientar os integrantes e parceiros da emissora a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais;
– Atender as demais atribuições, conforme orientação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, definidas em normas complementares publicadas pelo referido órgão;
– Apoiar a gestão das violações de dados pessoais, garantindo tratamento adequado e comunicando, em prazo razoável, a Autoridade Nacional e titulares afetados pela violação, sempre que esta representar riscos ou danos.
6.3 Equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação
É responsabilidade da equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação:
– De acordo com a Política de Segurança da Informação e diretrizes anexas, bem como com a presente Política, implementar os controles necessários para cumprir os requisitos de segurança da informação necessários à proteção da privacidade e de dados pessoais tratados pela emissora.
– Adotar medidas de segurança, tanto técnicas quanto administrativas, aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito, conforme padrões mínimos recomendados pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais;
– Realizar o tratamento de incidentes de segurança da informação que envolvam o tratamento de dados pessoais, garantindo sua detecção, contenção, eliminação e recuperação dentro de um prazo razoável;
– Apoiar o Encarregado pelo tratamento de dados pessoais na comunicação à Autoridade Nacional e ao titular dos dados pessoais em casos de ocorrência de incidente de segurança que possam acarretar riscos ou danos.
6.4 Usuários da Informação
É responsabilidade dos Usuários da Informação:
– Ler, compreender e cumprir integralmente os termos da presente Política, bem como as demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais aplicáveis;
– Assinar o termo de ciência e adesão à Política, formalizando a ciência e o aceite integral das disposições, bem como das demais normas e procedimentos de segurança, assumindo responsabilidade pelo seu cumprimento;
– Encaminhar quaisquer dúvidas e/ou pedidos de esclarecimento sobre a presente Política, suas normas e procedimentos ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais ou, quando pertinente, ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais;
– Comunicar ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais qualquer evento que viole esta Política ou coloque/possa vir a colocar em risco Dados Pessoais tratados pela emissora.
– Responder pela inobservância da Política, normas e procedimentos relacionados ao tratamento de Dados Pessoais, conforme definido no item sanções e punições.

7. Sanções e Punições
As violações, mesmo que por mera omissão ou tentativa não consumada, desta Política, bem como demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais, serão devidamente apurados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais que pode aplicar a penalidade que entender oportuna, variando entre a penalidade mais branda, advertência, à mais grave, demissão por justa causa, assegurada em todos os casos a ampla defesa.
Para o caso de violações que impliquem em atividades ilegais, ou que possam incorrer em riscos aos titulares de dados pessoais, ou dano à emissora, o infrator será responsabilizado pelos prejuízos, cabendo aplicação das medidas judiciais pertinentes, sem prejuízo daquelas descritas acima.

8. Casos Omissos
Os casos omissos serão avaliados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais para posterior deliberação.
As diretrizes estabelecidas nesta Política e nas demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais não se esgotam
em razão da contínua evolução tecnológica, da legislação vigente e constante surgimento de novas ameaças e requisitos.
Desta forma, não se constitui rol enumerativo, sendo obrigação do usuário da informação da emissora EMISSORA adotar, sempre que possível, outras medidas de segurança além das aqui previstas, com o objetivo de garantir proteção de dados pessoais tratados na emissora.

9. Auditoria interna
A EMISSORA realizará auditorias internas anuais, a serem desenvolvidas pelo Encarregado com o auxílio do time de segurança da informação, no que for necessário, garantido o registro e o relato dos resultados ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.

10. Revisões
Esta Política é revisada com periodicidade anual ou conforme o entendimento do Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.
ASSINATURA DO GESTOR OU DO REPRESENTANTE

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