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Dia Mundial do Jornalismo: jovens se informam pelas redes, mas recorrem à imprensa para checar notícias

Levantamento internacional mostra mudanças nos hábitos de consumo de informação, com plataformas digitais ganhando espaço e fontes confiáveis mantendo relevância quando há dúvida sobre o conteúdo recebido

28 de setembro de 2026
Foto: Vinicius Araujo / Rádio Alto Uruguai

A notícia chega pela redes sociais, entre um vídeo de receita e o story de um amigo. Mas, quando desconfiam do que viram, jovens de 18 a 34 anos procuram primeiro um veículo jornalístico de confiança ou um órgão oficial e deixam a inteligência artificial (IA) no fim da fila, aponta levantamento do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Diante de algo que parece falso, 37% dos jovens nessa faixa etária dizem que recorreriam a uma fonte oficial, como um site do governo, e 36%, a um veículo de notícias em que confiam. Os buscadores aparecem logo atrás (33%), à frente dos sites de checagem (24%). O chatbot de IA é a última opção da lista, citado por 13%.

Os números estão no relatório Understanding Young News Audiences at a Time of Rapid Change, publicado em março, que reúne mais de uma década de pesquisas do instituto em dezenas de países, entre eles o Brasil.

O retrato contraria a ideia de que a nova geração virou as costas para a imprensa. Os jovens apenas mudaram de endereço, mas o jornalismo, em parte, ainda não os acompanhou.

— Eu me informo bastante pelas redes sociais. Acabo olhando o que as pessoas estão falando sobre a situação, tanto fora quanto dentro do país — diz Victor Matheus Ferrugem, 19 anos, estudante de Porto Alegre.

Em 2015, 21% das pessoas de 18 a 24 anos, em 18 países acompanhados pelo instituto, apontavam as redes sociais como principal fonte de notícias. Dez anos depois, em 2025, essa proporção havia subido para 39% — um aumento de 18 pontos percentuais.

No mesmo período, a parcela que apontava os sites e aplicativos dos próprios veículos como principal fonte caiu de 36% para 24%, uma redução de 12 pontos percentuais.

No Brasil, a virada já alcança a população inteira. O Digital News Report 2026, principal levantamento anual do instituto, divulgado em junho, mostra que 53% dos brasileiros usam redes sociais para se informar toda semana, contra 44% que recorrem à TV.

O Instagram virou a principal porta de entrada: 49% o usam para notícias, 12 pontos percentuais a mais do que no ano anterior. WhatsApp (46%) e YouTube (42%) vêm em seguida, e um em cada três brasileiros (33%) acompanha criadores de conteúdo dedicados a notícias.

Como os brasileiros se informam:

53% usam redes sociais para se informar semanalmente
44% recorrem à televisão
49% usam o Instagram para notícias
46% usam o WhatsApp
42% usam o YouTube
33% acompanham criadores de conteúdo dedicados a notícias

A mudança tem custo. A confiança nas notícias caiu seis pontos no país e chegou a 36%, o menor patamar em 12 anos de série. Quase metade dos brasileiros (47%) diz evitar o noticiário às vezes ou com frequência, e só 15% pagam por notícias online.

É nesse cenário que se celebra, nesta segunda-feira (28), o Dia Mundial do Jornalismo. Com o tema “Escolha a verdade. Escolha os fatos. Escolha o jornalismo confiável”, a campanha reúne mais de mil redações em mais de cem países.

No Brasil, a mobilização é articulada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e pela Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e soma mais de 120 veículos, entidades e profissionais inscritos, um recorde de participação.

Da sala de estar para o feed
Durante décadas, o primeiro contato com o noticiário acontecia dentro de casa, diante do telejornal que a família assistia reunida ou do jornal assinado pelos pais.

No cursinho pré-vestibular Universitário, na Capital, Lucas José, 19, faz parte dos jovens que mantêm alguns desses hábitos. Ele se informa pelas redes sociais e pela internet, mas diz não abrir mão de ler jornal.

— É um meio de acompanhar o país, de ver a situação econômica e política também — afirma.

A presidente-executiva do Instituto Palavra Aberta e presidente do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, Patrícia Blanco, conta que tomou gosto pelas notícias assim, folheando os jornais que o pai assinava em São Paulo. Esse hábito se perdeu, e o jovem de hoje chega ao conteúdo jornalístico por outro caminho.

— Ele não é mais o assinante do veículo A ou B, mas segue o perfil de jornalistas e se informa a partir deles. Temos um dilema: ele acessa a notícia por meio de uma rede social, mas não paga por ela. Daí vem a necessidade de formar audiências críticas, que valorizem o conteúdo jornalístico e passem a pagar por ele por entender que isso é importante no seu processo de informação e de formação — observa Patrícia.

Na sala de aula, a percepção se repete. Os estudantes seguem consumindo a imprensa, só que do jeito deles: acompanham veículos e jornalistas pelas redes sociais, inclusive das marcas jornalísticas. Parte deles migra dali para o site dos veículos, relata o coordenador do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Andrei Rossetto.

— Não dá para dizer que esses jovens não leem mais, não acessam mais. Essa não é a realidade. Eles não consomem da forma como eu consumia, mas continuam consumindo. Vivemos na economia da atenção, com estímulos o tempo todo — afirma.

Rostos, vozes e criadores
Segundo o relatório Understanding Young News Audiences at a Time of Rapid Change, do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, 51% dos jovens de 18 a 24 anos que usam redes sociais para se informar dizem prestar mais atenção a criadores de conteúdo e personalidades do que a veículos e jornalistas, citados por 39%.

O relatório pondera, porém, que na América Latina e na Europa mesmo os mais jovens ainda dão mais atenção à imprensa quando buscam notícias nas redes.

Na média global, o público considera os criadores mais divertidos, fáceis de entender e próximos da própria realidade do que os veículos tradicionais. Em contrapartida, atribui a eles menor confiabilidade e imparcialidade.

Informação em pedaços
Para o presidente-executivo da ANJ, Marcelo Rech, a multiplicação de plataformas tem duas faces. Ampliou o acesso à informação, que passou a estar presente em diferentes meios e momentos do dia, mas embaralhou a fronteira entre o que é imprensa e o que apenas se parece com ela.

— Nos últimos 15 anos, houve uma fragmentação muito intensa das fontes de informação e uma mistura entre o que é de fato imprensa e aquilo que se mimetiza como imprensa, como os chamados criadores de notícias. Os jovens continuam se informando, ou acreditam que estão se informando, mas de forma fragmentária, muitas vezes sem contexto, sem verificação e sem saber se a fonte tem credibilidade — aponta Rech.

O dirigente cita como exemplo extremo a crise migratória em Ceuta, território espanhol no norte da África, no fim de julho. Publicações em redes sociais e grupos de mensagens espalharam que a fronteira com o Marrocos estava aberta e que quem chegasse a nado poderia ficar na Europa.

Cerca de 60 mil pessoas, a maioria jovens marroquinos, entraram no enclave, grande parte delas nadando. A maior parte retornou ao Marrocos em poucos dias. Autoridades espanholas contabilizaram ao menos 88 mortos, enquanto o governo marroquino informou 11 óbitos.

— Esse tipo de desinformação, vinda de fontes não qualificadas, produz danos que podem chegar à morte. É muito grave o que está acontecendo, e isso merece uma reflexão da sociedade sobre como qualificamos essas fontes, sobretudo agora que o mundo migra cada vez mais para a inteligência artificial — alerta.

Profundo e claro
Os motivos de quem foge do noticiário ajudam a entender o afastamento. No mundo, a principal razão, em todas as idades, é o efeito negativo das notícias sobre o humor. Entre os jovens de 18 a 24 anos que evitam notícias, porém, 21% dizem que elas não parecem relevantes para a vida deles, e 15% afirmam ter dificuldade de acompanhar ou entender o que leem. Entre quem tem 55 anos ou mais, os índices são de 16% e 5%, respectivamente.

O coordenador do curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Daniel Feix, lê o número por outro ângulo. Para ele, admitir que não entende é diferente de não entender, e a franqueza dos mais jovens pode até ser um sinal positivo num país com altos índices de analfabetismo funcional.

— Meus alunos são muito sinceros quando não entendem, quando acham algo complexo demais. Estão mais abertos a entender. Talvez a pessoa mais velha sinta um pouco mais de vergonha de admitir que algo está além do seu repertório — comenta Feix.

O professor reconhece, no entanto, que a outra parte da conta cabe às redações e sustenta que clareza e profundidade podem andar juntas no mesmo texto.

— No jornalismo, quanto mais claro, melhor. Quando conseguimos ser profundos sendo claros, é o ideal. O que vejo são jovens dispostos a encontrar a profundidade, mas é preciso ter clareza para chegar até eles — pondera.

Rech defende mudanças na edição e na abordagem de temas complexos, como geopolítica e economia. A ideia é aproveitar recursos da linguagem das redes sem copiar os vícios delas, como os apelos de urgência e o sensacionalismo usados por produtores de conteúdo pouco qualificados para prender a atenção.

— Podemos e devemos ser um pouco mais vibrantes, mais rápidos, mais instigantes, esteticamente mais atrativos e contemporâneos. O grande desafio é tornar o importante mais interessante e mais simples, sem perder a substância, a credibilidade e a integridade da informação — afirma o presidente da ANJ.

Longe da realidade de quem lê
A dificuldade vai além da linguagem. No levantamento de Oxford, 31% dos jovens de 18 a 24 anos dizem que pessoas da idade deles recebem pouca cobertura da imprensa, e 35% consideram injusta a forma como são retratados. Entre quem tem de 35 a 54 anos, esse último índice fica abaixo de 25%. Patrícia ouve a mesma queixa nas escolas por onde o instituto passa.

— Quando conversamos com jovens, principalmente nas escolas, eles dizem que não se sentem representados pelos veículos de imprensa. Não conseguem se ver ali. A linguagem é sempre “adultizada”, e a cobertura sobre o jovem é feita com uma visão centrada no adulto — relata.

Outra crítica recorrente, segundo ela, é o distanciamento dos problemas concretos, com uma cobertura macro e pouco conectada ao que importa para quem está terminando a escola ou vai votar pela primeira vez. A saída passa por traduzir o noticiário para o universo de quem lê.

— É olhar pela ótica desse jovem, que está começando, com tantos dilemas. “Por que votar é importante para mim? Por que eu, com 16 anos, preciso exercer o meu direito de escolha? Em que uma disputa no Supremo Tribunal Federal afeta a minha vida?” Mostrar por que a informação é importante para ele é essencial para atrair o jovem ao consumo jornalístico, esteja ele onde estiver — reforça Patrícia.

Nesta segunda-feira, os veículos inscritos na campanha do Dia Mundial do Jornalismo vão publicar anúncios, vídeos, cartoons e artigos para mostrar, por dentro, como funcionam a apuração, a checagem e a correção de erros nas redações.

Fonte: GZH

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POLÍTICA GERAL DE PRIVACIDADE E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

A RÁDIO ALTO URUGUAI LTDA, CNPJ 87.726998/0002-75, doravente EMISSORA.

A EMISSORA entende que a privacidade é um direito fundamental da pessoa natural, de modo que se faz necessário garantir a gestão sistemática e efetiva de todos os aspectos relacionados à proteção de dados pessoais e dos direitos dos seus titulares.
Dessa forma, a EMISSORA está comprometida com uma gestão efetiva da proteção de dados pessoais dos seus integrantes, parceiros e clientes, razão pela qual institui a presente Política Geral de Privacidade e Proteção
de Dados Pessoais (‘Política’).

A presente política tem como objetivo fortalecer o compromisso assumido com a inovação, os padrões de ética e de probidade que regem atuação profissional da emissora e a contínua valorização dos seus integrantes, clientes e parceiros, pelo que adota todas medidas cabíveis para garantir que esta Política seja adequadamente divulgada, entendida e cumprida por todos os seus integrantes.

1. Objetivos
A EMISSORA adota a presente Política como documento integrante do seu sistema de gestão corporativo, compatível com os requisitos da legislação brasileira, com o objetivo de estabelecer diretrizes para que o tratamento de dados pessoais seja realizado em níveis adequados de proteção, mediante a adoção de controles técnicos e administrativos necessários ao atendimento dos requisitos previstos na legislação vigente.
A presente Política objetiva, ainda, prevenir possíveis causas de violações de dados pessoais e incidentes de segurança da informação relacionados ao tratamento de dados pessoais e minimizar os riscos de perdas financeiras, da confiança de clientes ou de qualquer outro impacto negativo como resultado de violações de dados.

2. Ambiente normativo
A presente Política foi elaborada tendo por base a Lei n.º 13.709/2018 - Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assim como outras legislações do ordenamento jurídico que possam interferir nesta Política, bem como as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR ISO/IEC 27701:2020, e pela ISSO 27001:2013. (Caso a emissora opte por não entrar em conformidade com as outras normas acima destacadas, os termos acima devem ser adaptados de acordo com cada caso.)

3. Aplicação
A presente Política se aplica a qualquer operação de tratamento de dados pessoais realizada pela EMISSORA, independentemente do meio ou do país onde estejam localizados os dados, nos termos da LGPD.
Os princípios e conceitos adotados nesta Política são os constantes na LGPD e deverão seguir normas que complementem ou alterem o presente documento. Dentre eles, tem-se em especial que a EMISSORA tratará apenas os dados estritamente necessários para o desempenho da finalidade do tratamento, o qual lhe deverá ser adequado, transparente, não discriminatório e seguro.
A EMISSORA garante ainda que viabilizará o livre acesso e a qualidade dos dados, assim como que tomará medidas adequadas e razoáveis de prevenção e para o atendimento à LGPD.

4. Diretrizes
São diretrizes da EMISSORA para esta Política:
– Garantir a conformidade integral com leis e regulamentações de proteção de Dados Pessoais.
– Garantir a adoção de controles de segurança da informação, tanto técnicos quanto administrativos, suficientes para assegurar níveis de proteção adequados para Dados Pessoais;
– Garantir a contínua melhoria da gestão de proteção de dados pessoais por meio da definição e revisão sistemática de objetivos de privacidade e proteção de dados pessoais em todos os níveis de sua organização profissional;
– Garantir a documentação, implementação e comunicação das Políticas, procedimentos e práticas relacionadas à privacidade e proteção de dados adotadas pela emissora;
– Garantir que o tratamento dos dados pessoais seja realizado em conformidade com as hipóteses autorizadoras previstas na legislação vigente, solicitando-se o consentimento do titular nas ocasiões em que lei exigir;
– Garantir o tratamento apenas dos dados pessoais estritamente necessários e adequados à finalidade pretendida, explícita e legítima, e somente enquanto perdurarem os propósitos declarados;
– Garantir a precisão e qualidade dos dados pessoais tratados, excetuando-se casos em que exista uma base legal para a manutenção de dados desatualizados.
– Garantir a não discriminação no tratamento de dados pessoais, impossibilitando que estes sejam usados para fins discriminatórios, ilícitos ou abusivos.
– Garantir a retenção dos dados pessoais apenas pelo tempo necessário para cumprir os propósitos declarados e, posteriormente, destruí-los, bloqueá-los ou anonimizá-los com segurança, salvo quando a retenção for exigida pela legislação vigente;
– Garantir a rastreabilidade e prestação de contas durante todo o tratamento de dados pessoais, incluindo quando os dados pessoais forem compartilhados com terceiros;
– Garantir aos titulares o pleno exercício de todos os direitos previstos na legislação vigente, constantes no capítulo III, da
Lei Geral de Proteção de Dados, especialmente o direito de informação, confirmação, acesso aos dados, revisão, portabilidade, anonimização, bloqueio e eliminação.
Assim, a EMISSORA se compromete a fornecer ao titular explicações suficientes sobre políticas, procedimentos e práticas com relação aos dados pessoais objeto de tratamento, inclusive eventuais alterações em quaisquer desses itens.
- Garantir que as violações de dados sejam notificadas às partes interessadas, conforme requisitos e prazos previstos na legislação vigente, bem como sejam integralmente registradas, classificadas, investigadas, corrigidas e documentadas.

5. Dados pessoais tratados pela EMISSORA.
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A coleta de dados pessoais sensíveis, como dados sobre origem racial, étnica, convicção religiosa, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso etc., só ocorrerá em hipóteses restritas.
A EMISSORA não executa atividades relacionadas diretamente a crianças ou adolescentes nem recolhe de forma proativa seus dados pessoais. (Caso a emissora colete dados desse tipo em algum momento, essa informação deve ser alterada, conforme cada caso).
Os usuários da informação serão todos os integrantes da EMISSORA e terceiros alocados na prestação de serviços à emissora, indiferente do regime jurídico a que estejam submetidos, assim como outros indivíduos ou organizações devidamente autorizadas a manipular qualquer ativo de informação da emissora para o desempenho de suas atividades profissionais.
Os dados serão excluídos quando tiverem cumprido as finalidades para as quais foram coletados ou quando o respectivo titular solicitar a sua eliminação, exceto se houver base legal que justifique o seu armazenamento.

6. Papéis e Responsabilidades
6.1 Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais – CGPD
Obs.: A criação de um Comitê Gestor de Proteção de Dados para a emissora desempenha um papel importante perante a fiscalização do cumprimento à LGPD. No entanto, caso a emissora opte por não o fazer, deverá excluir as disposições existentes
a respeito desse assunto nesta política.
Fica constituído o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais (CGPD).

O CGPD será composto de:
– 02 diretores;
– 01 membro gestor da área de privacidade e proteção de dados;
– 01 gestor ou consultor da área de segurança ou de tecnologia da informação;
– 01 gestor de departamento pessoal ou de recursos humanos;
– O encarregado de Proteção de Dados.

É responsabilidade do CGPD:
– Aprovar esta Política, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Aprovar as diretrizes de proteção da privacidade e de dados pessoais, complementares a esta Política, elaboradas pelo time de Segurança da Informação, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Garantir a disponibilidade dos recursos necessários para uma efetiva Gestão da Proteção de Dados Pessoais;
– Garantir que o tratamento de Dados Pessoais seja realizado em conformidade com a presente Política e com a legislação vigente;
– Promover a divulgação da presente Política e tomar as ações necessárias para disseminar uma cultura de proteção de Dados Pessoais no ambiente corporativo.
6.2 Encarregado Pelo Tratamento De Dados Pessoais
Obs.: cabe a cada emissora indicar se o encarregado irá cumprir outras funções, para além das que constam abaixo. Caso isso ocorra, elas devem ser acrescidas às demais responsabilidades.
É responsabilidade do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais:
– Apoiar o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais em suas deliberações;
– Tomar as ações cabíveis para se fazer cumprir os termos desta Política;
– Identificar e avaliar as principais ameaças à proteção de dados, bem como propor e, quando aprovado, apoiar a implantação de medidas corretivas para reduzir o risco;
– Aceitar reclamações e comunicações dos titulares de dados pessoais, prestar esclarecimentos e adotar as providências necessárias;
– Receber comunicações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e adotar as providências necessárias;
– Orientar os integrantes e parceiros da emissora a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais;
– Atender as demais atribuições, conforme orientação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, definidas em normas complementares publicadas pelo referido órgão;
– Apoiar a gestão das violações de dados pessoais, garantindo tratamento adequado e comunicando, em prazo razoável, a Autoridade Nacional e titulares afetados pela violação, sempre que esta representar riscos ou danos.
6.3 Equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação
É responsabilidade da equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação:
– De acordo com a Política de Segurança da Informação e diretrizes anexas, bem como com a presente Política, implementar os controles necessários para cumprir os requisitos de segurança da informação necessários à proteção da privacidade e de dados pessoais tratados pela emissora.
– Adotar medidas de segurança, tanto técnicas quanto administrativas, aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito, conforme padrões mínimos recomendados pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais;
– Realizar o tratamento de incidentes de segurança da informação que envolvam o tratamento de dados pessoais, garantindo sua detecção, contenção, eliminação e recuperação dentro de um prazo razoável;
– Apoiar o Encarregado pelo tratamento de dados pessoais na comunicação à Autoridade Nacional e ao titular dos dados pessoais em casos de ocorrência de incidente de segurança que possam acarretar riscos ou danos.
6.4 Usuários da Informação
É responsabilidade dos Usuários da Informação:
– Ler, compreender e cumprir integralmente os termos da presente Política, bem como as demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais aplicáveis;
– Assinar o termo de ciência e adesão à Política, formalizando a ciência e o aceite integral das disposições, bem como das demais normas e procedimentos de segurança, assumindo responsabilidade pelo seu cumprimento;
– Encaminhar quaisquer dúvidas e/ou pedidos de esclarecimento sobre a presente Política, suas normas e procedimentos ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais ou, quando pertinente, ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais;
– Comunicar ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais qualquer evento que viole esta Política ou coloque/possa vir a colocar em risco Dados Pessoais tratados pela emissora.
– Responder pela inobservância da Política, normas e procedimentos relacionados ao tratamento de Dados Pessoais, conforme definido no item sanções e punições.

7. Sanções e Punições
As violações, mesmo que por mera omissão ou tentativa não consumada, desta Política, bem como demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais, serão devidamente apurados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais que pode aplicar a penalidade que entender oportuna, variando entre a penalidade mais branda, advertência, à mais grave, demissão por justa causa, assegurada em todos os casos a ampla defesa.
Para o caso de violações que impliquem em atividades ilegais, ou que possam incorrer em riscos aos titulares de dados pessoais, ou dano à emissora, o infrator será responsabilizado pelos prejuízos, cabendo aplicação das medidas judiciais pertinentes, sem prejuízo daquelas descritas acima.

8. Casos Omissos
Os casos omissos serão avaliados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais para posterior deliberação.
As diretrizes estabelecidas nesta Política e nas demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais não se esgotam
em razão da contínua evolução tecnológica, da legislação vigente e constante surgimento de novas ameaças e requisitos.
Desta forma, não se constitui rol enumerativo, sendo obrigação do usuário da informação da emissora EMISSORA adotar, sempre que possível, outras medidas de segurança além das aqui previstas, com o objetivo de garantir proteção de dados pessoais tratados na emissora.

9. Auditoria interna
A EMISSORA realizará auditorias internas anuais, a serem desenvolvidas pelo Encarregado com o auxílio do time de segurança da informação, no que for necessário, garantido o registro e o relato dos resultados ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.

10. Revisões
Esta Política é revisada com periodicidade anual ou conforme o entendimento do Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.
ASSINATURA DO GESTOR OU DO REPRESENTANTE

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