Inicia nesta terça-feira (20), em Soledade, o júri dos quatro homens acusados pela morte de Paula Perin Portes, 18 anos. O julgamento do caso, de junho de 2020, será realizado na Câmara de Vereadores do município, a partir das 9h30min, sob a presidência do juiz José Pedro Guimarães.
Os réus Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos respondem por homicídio qualificado por emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Um deles também responde pelo crime de ocultação de cadáver.
Ao longo do julgamento, devem ser ouvidas 18 testemunhas de acusação e defesa, o que pode fazer com que a sessão se estenda por até quatro dias.
Relembre o caso
Paula Perin Portes foi morta na madrugada de 11 de junho de 2020, em um imóvel localizado no bairro Fontes, em Soledade. A jovem teria sido atraída ao local na noite anterior por um dos acusados. Segundo a denúncia, no imóvel, ela teria sido assassinada por asfixia.
A denúncia sustenta que, após o crime, os acusados colocaram o corpo em um veículo e o transportaram para uma área rural com o objetivo de ocultar o cadáver. Posteriormente, segundo o Ministério Público, dois dos réus teriam levado o corpo para outra propriedade localizada na comunidade de Rincão do Bugre. O desaparecimento gerou intensa mobilização na região. O corpo da jovem foi encontrado apenas dois meses depois, em 16 de agosto de 2020.
De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por vingança. O Ministério Público sustenta que um dos acusados, Dionatan Portella da Silva, temia que Paula revelasse informações relacionadas a agressões praticadas contra sua ex-companheira, Thaís Corrêa de Oliveira, além de possíveis ligações com o crime organizado e cargas ilegais de cigarros.
A ex-companheira do réu também seria uma das testemunhas do processo. No entanto, ela foi assassinada a tiros em 2022. A Polícia Civil trata essa morte como um possível homicídio encomendado.
Três adiamentos
O julgamento já foi remarcado três vezes. O último adiamento ocorreu após uma decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a suspensão da sessão anteriormente marcada para abril deste ano.










