
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ampliou a sua vantagem na liderança para a corrida presidencial de 2018, em pesquisa realizada pelo instituto Datafolha e divulgada no jornal Folha de S. Paulo, neste domingo (30).
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu e atingiu a segunda posição – em empate técnico com a ex-senadora Marina Silva (Rede).
Esse é o primeiro levantamento do Datafolha depois da divulgação das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato. Bolsonaro subiu de 4% para 15% e de 5% para 14% nos dois principais cenários pesquisados pelo Datafolha.
Já alguns nomes de possíveis candidatos do PSDB, como o senador Aécio Neves e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não conseguem evoluir nos levantamentos. Apenas o prefeito de São Paulo, João Doria, mostra sinais de que possa se consolidar.
No cenário 1, em que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), é incluído, Lula aparece com 30% (ante 20% da última pesquisa), seguido por Bolsonaro (15%), Marina (14%), Aécio (8%), Ciro Gomes/PDT (5%), o presidente Michel Temer (2%) e Luciana Genro/PSOL (2%). Ronaldo Caiado/DEM e Eduardo Jorge/PV aparecem empatados com 1% cada. Votos em branco, nulos e em nenhum dos candidatos somam 17% e não sabem, 4%. Neste cenário, Aécio caiu de 26% para 8% e Marina caiu de 19% para 14%.
No cenário 2, quando o candidato tucano é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Lula permanece com os mesmos 30% (ante 22% da pesquisa de 2015). Neste panorama, Marina caiu de 24% para 16% e Bolsonaro subiu de 5% para 14%. Depois, vem Alckmin, que caiu de 14% para 6%. Ciro ficou com 6% e Temer, com 2%. Luciana Genro e Caiado têm 2% cada e Eduardo Jorge, 1%. Votos em branco, nulos e em nenhum dos nomes somam 16% e não sabem 4%.
No cenário 3, em que não há base de comparação com pesquisa anterior, Lula tem 31%, Marina aparece com 16% e Bolsonaro, com 13%. Neste recorte, foi incluído o nome de Doria, que tem 9%. Em seguida, vêm Ciro Gomes, com 6%, e Temer, com 2%. Luciana Genro também aparece com 2%. Caiado e Eduardo Jorge figuram com 1% cada. Em branco, nulos ou em nenhum dos nomes, 15%. Não sabem 4%.
No cenário 4, em que não são pesquisados os nomes de Lula e Temer, mas é incluído o de Doria, o levantamento é liderado por Marina, com 25%, seguida por Bolsonaro, com 14%, Ciro (12%), Doria (11%), Luciana (3%), Eduardo Jorge (2%) e Caiado (2%). Votos em branco, nulos e em nenhum dos nomes somam 25% e não sabem, 6%. Neste cenário, também não há base de comparação com pesquisa anterior.
Num quinto cenário, sem Lula e Temer, mas com Alckmin, Marina lidera com 25%. Depois vêm, Bolsonaro (16%), Ciro (11%), Alckmin (8%), Luciana (4%), Caiado (2%) e Eduardo Jorge (2%). Em branco, nulos e nenhum somam 27% e não sabem, 6%. Também não há base de comparação com pesquisa anterior neste cenário.
O Datafolha realizou ainda um sexto cenário. Os números são os seguintes: Lula (29%), Marina (11%), Bolsonaro (11%), juiz Sérgio Moro (9%), Aécio (5%), Doria (5%), ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (5%), Ciro (5%), Alckmin (3%) e apresentador Luciano Huck (3%). Neste cenário, votos em branco, nulos e em nenhum nome somam 11% e não sabem, 4%, e também não há base de comparação.
No 2º turno, Lula aparece empatado tecnicamente com Marina e Moro
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vence os outros nomes, exceto a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e o juiz federal Sérgio Moro, na pesquisa do Instituto Datafolha. O nome de Moro não havia sido testado até o momento em levatamentos do Datafolha.
Moro está a frente de Lula numericamente, em virtual empate técnico: 42% a 40%. Contra Marina, no segundo turno, o ex-presidente fica com 38% ante 41% da ex-senadora da Rede Sustentabilidade, também configurando empate técnico.
Lula está a frente dos candidatos do PSDB e venceria Bolsonaro em um eventual segundo turno
O ex-presidente Lula venceria também os possíveis candidatos do PSDB, em um eventual segundo turno. No cenário em que Lula disputa com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o petista tem 43% contra 27% do tucano. Em um cenário com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Lula venceria por 43% a 29%. Já no cenário em que a disputa de Lula fosse contra o atual prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), o petista leva vantagem novamente, com 43% das intenções de voto, contra 32% do tucano.
Uma das grandes expectativas era para uma sondagem de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o que ainda não havia acontecido em outros levantamentos do Datafolha. Neste cenário, o petista também leva vantagem: Lula aparece com 43%, contra 31% do deputado do PSC.
O Datafolha fez 2.781 entrevistas em 172 cidades nestas quarta e quinta-feira, antes da greve geral de sexta-feira. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, considerando-se um nível de confiança de 95%.
Temer, Lula e Aécio são os mais rejeitados
O presidente Michel Temer (PMDB) aparece com a maior porcentagem de rejeição (64%) na pesquisa presidencial do Instituto Datafolha. Em segundo lugar, aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45%. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), vem em seguida, com 44% de rejeição.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), figura com 28%, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 23%, o apresentador Luciano Huck, com 23%, e Ciro Gomes (PDT), com 22%. Depois vêm a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 21% de rejeição. Luciana Genro (PSOL) e Ronaldo Caiado (DEM) têm 17% de rejeição cada um. Fecham a lista, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o juiz federal Sérgio Moro, ambos com 16% de rejeição.
A pesquisa sobre o primeiro turno da eleição presidencial – em que Lula aparece com 30% – pode ser comparada também com o último levantamento do Datafolha, feito em 7 e 8 de dezembro de 2016. Este recorte só é aplicado aos cenários 1 e 2 da sondagem, em que o instituto lista entre os nomes Aécio (cenário 1) e Alckmin (cenário 2) como candidatos tucanos. Nesta base de comparação e no cenário 1, com Aécio, Lula subiu de 25% para 30%, enquanto Bolsonaro foi de 9% para 15%. Marina oscilou de 15% para 14%. Aécio foi de 11% para 8%. Ciro Gomes manteve os mesmos 5%. Temer tinha 4% e oscilou para 2%.
No cenário 2, com o nome de Alckmin, Lula tinha, em dezembro de 2016, 26%, e agora tem 30%. O tucano, que aparecia com 8%, está com 6% na pesquisa divulgada neste domingo. Marina foi de 17% para 16%. Bolsonaro aparecia com 8% e subiu para 14%. Ciro manteve os 6% e Temer foi de 4% para 21%.
Embora tenha crescido nas intenções de voto nesta pesquisa, Lula teve o seu governo avaliado como o que mais registrou corrupção na história. Para 32% dos entrevistados, a gestão Lula (2003-2010) foi o período em que mais se praticaram crimes, segundo o levantamento, ante 22% em relação ao governo Dilma, 11% gestão Collor, 9% Temer e 8%, Fernando Henrique. Em fevereiro de 2016, os que consideravam a gestão Lula “campeã e corrupção” eram 20%; em dezembro de 2015, 17%, e em fevereiro de 2014, 12%, segundo o Datafolha.
O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), portanto, antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Com informações do jornal Folha de S. Paulo / Foto: Ricardo Stücker (Instituto Lula)