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Caso Jarbas: Defesas de réus se manifestam após término da fase de instrução

Reportagem da Rádio Alto Uruguai buscou manifestação de advogados que representam réus no processo

6 de setembro de 2023
Crime aconteceu no município de Bom Progresso, em setembro de 2022 (Foto: Rádio Alto Uruguai / Arquivo)

Foi encerrada a fase de instrução do processo que julga o homicídio contra Jarbas David Heinle, ocorrido em 10 de setembro de 2022, na cidade de Bom Progresso. Ele era secretário de Saúde do município e filho do prefeito, Armindo Heinle.

No dia 30 de agosto e ontem, terça-feira, dia 05 de setembro, aconteceram as audiências de instrução, no foro da comarca de Três Passos. Ao todo, pelo menos 24 testemunhas foram ouvidas, sendo oito arroladas pela acusação e 16 pelas defesas dos quatro réus que foram denunciados pelo Ministério Público como autores e executores do crime. Os quatro réus também foram interrogados nesta terça-feira.

Os advogados dos réus, Maicon Leandro Vieira Leite, vice-prefeito de Bom Progresso; Cloves de Oliveira, candidato a prefeito derrotado nas eleições de 2020; e Sergio Ribeiro dos Santos, atenderam contato da reportagem da Rádio Alto Uruguai e comentaram a respeito do processo, após vencida mais essa etapa.

Tanto Maicon, como Cloves, foram denunciados como mandantes do crime. Eles respondem ao processo em liberdade. Sergio Ribeiro dos Santos (Bigode) é apontado como um dos executores, assim como Matheus Gabriel Müller Merel, que está sendo representado no processo pela Defensoria Pública. Os dois estão presos.

DEFESA DE MAICON
De acordo com Vanderlei Pompeo de Mattos, advogado que representa Maicon Leandro, a acusação apresentada se baseia em especulações absurdas, já que Maicon é aliado político da família da vítima. “Não existe um elo, um nexo, não existe uma pessoa que eventualmente possa dizer isso ou aquilo, que viu qualquer maneira de arquitetar este crime”.

Ainda segundo Vanderlei, os telefones de Maicon e de sua esposa foram averiguados e não foi achado nada. “Nos próximos dias deve ser publicada a decisão de pronúncia por parte da magistrada, e eu acredito que ele seja afastado da presença deste processo, que é totalmente equivocado. Não há qualquer nexo que possa vincular o Maicon à autoria desse crime”.

O advogado de Maicon ainda comentou que tinha a expectativa que o Ministério Público fizesse o aditamento da denúncia, para incluir outras pessoas que possam ter envolvimento no crime, mas isso compete à polícia e ao Ministério Público.

DEFESA DE CLOVES
A defesa de Cloves de Oliveira (Faísca) também se manifestou, após o encerramento da fase de instrução. Para Emanoel Cardoso, após os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa restou claro que Cloves não possui participação neste fato, confirmando aquilo que se afirma desde o início das investigações. “A exemplo de toda comunidade, Cloves quer que se encontre a verdade e que os verdadeiros culpados sejam responsabilizados”, finaliza o advogado Emanuel Cardoso.

DEFESA DE SERGIO
A defesa de Sergio Ribeiro dos Santos (Bigode) reitera que seu cliente não tem participação e nem responsabilidade na execução deste crime, e que não há provas que demonstrem o contrário. A defesa espera que novidades surjam no curso do processo, através de novas diligências.

O advogado entende que ocorreu violação de seu sigilo telefônico na fase investigatória, o que, em seu entendimento, pode gerar nulidades. Ele ainda destaca que o cliente pede respeito à sua família e da mesma forma manifesta respeito e solidariedade aos pais da vítima.

CONCLUÍDA A FASE DE INSTRUÇÃO
A fase de instrução do processo teve a primeira audiência realizada na última quarta-feira, 30 de agosto, onde foram inquiridas oito testemunhas acusatórias. Na ocasião, o Ministério Público requereu a prisão preventiva de dois acusados de serem os mandantes do crime, que estão em liberdade. O pedido ainda está em análise pelo Judiciário. Outros dois réus estão privados de liberdade.

Conforme a denúncia, dois executores praticaram o crime mediante recebimento de valores e promessa de recompensa. Um dos executores ainda recebeu a promessa de emprego na Prefeitura de Bom Progresso em caso de eventual eleição. Já os dois mandantes praticaram o crime por motivo torpe, uma vez que pretendiam, com a morte da vítima, ter o caminho facilitado para concorrerem às próximas eleições municipais. Dentre as qualificadoras são citadas, motivo torpe, promessa de recompensa aos executores e o fato da vítima ter sua defesa dificultada, já que o ataque ocorreu em emboscada.

RELEMBRE O CASO
Após confraternização com os amigos, no dia 10 de setembro de 2022, a vítima foi surpreendida, ao chegar em casa, com disparos de arma de fogo que o atingiram na cabeça, no peito, na clavícula e no braço, quando tentou sair do veículo em que estava.

Para o Ministério Público, o crime foi motivado por uma disputa entre dois grupos políticos locais, sendo um deles comandado pela vítima. Dentre os quatro denunciados, dois são considerados mandantes e dois executores.

Ainda de acordo com o MP, apontamentos indicam que os mandantes ofereceram aos executores pagamento de R$ 50 mil, uma carta de recomendação de emprego e uma promessa de futura de emprego na Prefeitura de Bom Progresso, com salário de R$ 3 mil.

*Notícia atualizada às 17h25min de 06/09/2023.

Fonte: Jornalismo - Rádio Alto Uruguai

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