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Colheita da soja é concluída no Rio Grande do Sul

Áreas ainda a serem colhidas representam fração menor do que meio ponto percentual da área cultivada e não devem impactar a produtividade média estadual

30 de maio de 2025
(Foto: Vanessa Almeida de Moraes/Emater/RS-Ascar)

 

 

A colheita da soja está praticamente encerrada no Rio Grande do Sul. Em função das chuvas que atingem o Estado, a conclusão da colheita dependerá da melhoria das condições climáticas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29), há apenas algumas áreas remanescentes, correspondentes a segundo cultivo ou implantação tardia, que superaram o período crítico da estiagem.

As áreas ainda a serem colhidas representam fração menor do que meio ponto percentual da área cultivada e não devem impactar a produtividade média estadual, estimada em 1.957 kg/ha, o que representa uma redução de 38,43% nos 3.179 kg/ha projetados antes do início do plantio. No Estado, a área cultivada com soja é estimada pela Emater/RS Ascar em 6.770.405 hectares.

Diante das perdas significativas na safra de soja, causadas pela estiagem nos últimos meses, os produtores buscam alternativas para equacionar dívidas, com destaque para a demanda por securitização. Sem medidas de renegociação, há perspectiva de redução expressiva na área destinada à soja na próxima safra.

MILHO

Parcialmente limitada pelas precipitações, a colheita de milho alcançou 96%, estando 3% das lavouras maduras e 1% em enchimento de grãos, correspondendo a cultivos em segunda safra. As lavouras remanescentes apresentam bom potencial produtivo, mas a conclusão da colheita está condicionada à melhoria das condições climáticas. Em algumas áreas, está sendo cultivado nabo forrageiro para cobertura de solo e posterior dessecação para implantação de milho, a partir de agosto.

Paralelamente, foram iniciados os encaminhamentos de custeio da próxima safra com os agentes financeiros cooperativos, aproveitando as atuais condições de juros e cobertura do Proagro. Parte dos produtores já adquiriu sementes, priorizando cultivares precoces e com maior tolerância à cigarrinha-do-milho e aproveitando melhores preços no período.

A produtividade do milho no Estado está estimada pela Emater/RS-Ascar em 6.857 kg/ha, representando redução de 3,6% em relação à projeção inicial de 7.116 kg/ha, realizada antes do início do plantio. A área cultivada está estimada em 706.909 hectares.

MILHO SILAGEM

A colheita do milho para silagem foi praticamente inexistente no período, e aproximadamente 99% foram colhidos. As lavouras remanescentes encontram-se em fase de maturação, e a colheita está prevista para os próximos dias, condicionada à melhora das condições climáticas. Para o Estado, a produtividade estimada pela Emater/RS-Ascar está em 35.934 kg/ha, representando redução de 6,52% nos 38.440 kg/ha estimados na ocasião do plantio. A área plantada é de 339.555 hectares.

ARROZ

A safra de arroz está tecnicamente encerrada, uma vez que as áreas remanescentes são pontuais e não possuem representatividade estatística capaz de alterar os resultados consolidados da produção. o tempo seco no início do período favoreceu a drenagem das lavouras e a incorporação da palhada.

Falta menos de um mês para o início do inverno e cerca de cem dias para a abertura da próxima janela de plantio. Por essa razão, os produtores das regiões Sul e Campanha acompanham com preocupação os níveis das barragens, que seguem baixos, apesar das precipitações.

Já na Fronteira Oeste e Centro-Oeste, o cenário é mais favorável, pois os volumes acumulados de chuva contribuíram para a recuperação dos reservatórios. A área cultivada para a Safra 2024/2025 é de 970.194 hectares. A produtividade está estimada pela Emater/RS-Ascar em 8.558 kg/ha.

FEIJÃO 2ª SAFRA

A colheita avançou para 65%, limitada pelo predomínio de tempo chuvoso e elevada umidade nos cultivos. As lavouras em maturação alcançam 30%, e 5% estão em enchimento de grãos. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade física e sanitária, porém teor de umidade elevado, o que exige a realização de secagem imediata para evitar deterioração e preservar as características desejáveis para armazenamento e comercialização. A área de cultivo está estimada pela Emater/RS-Ascar em 15.597 hectares, e a produtividade em 1.316 kg/ha.

CULTURAS DE INVERNO

TRIGO

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a partir de 21/05, ampliou as regiões aptas à semeadura do trigo no Estado, o que resultou na intensificação das atividades de plantio e no aumento do número de propriedades envolvidas. No entanto, as precipitações, registradas a partir de 24/05, interromperam temporariamente os trabalhos, que deverão ser retomados assim que as condições de umidade do solo se tornarem adequadas para a operação mecanizada.

AVEIA BRANCA

A semeadura foi priorizada pelos produtores por se ajustar ao período recomendado pelo Zarc. No entanto, o avanço das operações foi limitado pela elevada umidade do solo, que comprometeu a viabilidade do tráfego de máquinas e a realização adequada das operações mecanizadas. As lavouras implantadas apresentam bom estabelecimento inicial, com emergência uniforme, reflexo de práticas adequadas de semeadura, como profundidade e contato adequados entre semente e solo.

O cultivo da aveia branca tem despertado interesse entre os produtores para uso como grão – destinado ao consumo humano e à alimentação animal – e para a produção de sementes. Esse aumento na adoção da cultura está relacionado à valorização do grão no mercado e à sua viabilidade como cultura de inverno, especialmente em áreas com redução na intenção de plantio de trigo.

CANOLA

A cultura está em estabelecimento avançado e, em parte do Estado, ultrapassa a metade da área projetada para semeadura. Essa operação avançou durante o período, mas foi interrompida pelas chuvas a partir de 24/05. Os produtores demonstram preocupação com os volumes elevados de precipitação no Centro-Oeste do Estado, dado que a cultura é sensível ao excesso de umidade na fase de germinação, fator crítico para o estande de plantas e para altas produtividades.

As lavouras de canola semeadas no início de abril, embora em menor proporção, já apresentam adequada emissão foliar, início de elongação da haste principal e emissão das primeiras flores, indicando transição para o estágio reprodutivo inicial.

Deve ser confirmada a expectativa de ampliação de área, também observada na safra anterior, consolidando-se como uma das principais alternativas para a lavoura de trigo, devido à boa liquidez e à percepção entre os produtores de se tratar de uma espécie com maior rusticidade no que se refere ao manejo fitossanitário.

Também é considerada ótima alternativa para rotação de culturas, pois reduz a incidência de doenças nas lavouras de trigo plantadas por várias safras consecutivas.

CEVADA

Iniciou-se a semeadura das lavouras de cevada destinadas à produção de grãos para arraçoamento animal, com desenvolvimento inicial considerado adequado. As áreas destinadas à produção de malte encontram-se em fase de preparo. Apesar do avanço das atividades, mantém-se a tendência de baixa expressão da cultura no Estado em razão das limitações de mercado, das exigências específicas de qualidade do grão para indústria e da maior competitividade de outras culturas de inverno.

BOVINOCULTURA DE CORTE

O estado corporal do rebanho bovino de corte mantido em campos nativos apresenta leve declínio, refletindo a mudança nas temperaturas e o aumento da frequência das chuvas, que resultam em redução na oferta e na qualidade das forrageiras. Contudo, observa-se incremento nas áreas com pastagens cultivadas de aveia e azevém, que já se encontram em condições de utilização.

BOVINOCULTURA DE LEITE

A produção está em recuperação, especialmente nas propriedades que enfrentaram vazio forrageiro nas últimas semanas. Já é possível reduzir de forma parcial a suplementação com concentrados e volumosos, que mantinha os custos de produção elevados. Novos casos de raiva herbívora foram diagnosticados no RS e no estado vizinho de Santa Catarina.

PISCICULTURA

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a renovação das águas nos açudes melhorou nos últimos dias em função do retorno de volumes mais elevados de chuva. A queda da temperatura e a redução do fotoperíodo impactam no comportamento e na produção dos peixes, provocando redução no metabolismo, menor consumo de ração e desaceleração no desenvolvimento. Na região de Porto Alegre, os piscicultores diminuíram os volumes de ração ofertada em razão da baixa temperatura da água dos viveiros nos últimos dias, especialmente na criação de espécies tropicais, como tilápia.

PESCA ARTESANAL

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a pesca artesanal na Lagoa dos Patos obteve safra satisfatória em termos de volume, porém os valores pagos aos pescadores ficaram baixos. Praticamente não houve safra de camarão. Em 30/05, inicia o processo de liberação e recebimento do seguro-defeso em razão da paralisação das atividades de pesca artesanal. A Lagoa Mirim apresenta níveis mais baixos de água, mas dentro do esperado para a época do ano. Em Tavares, a Lagoa do Peixe segue com todos os lagamares liberados para a pesca de camarão.

Na região de Santa Rosa, a pesca continua apresentando bons resultados no município, o que tem levado a maior parte dos pescadores a intensificar a disposição de redes e de espinhéis no leito do Rio Uruguai. Aqueles com maior volume de equipamentos já relatam a intenção de reduzir a atividade em função de a capacidade de armazenamento já estar próxima do limite.

Fonte: Emater-RS/Ascar

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POLÍTICA GERAL DE PRIVACIDADE E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

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A presente política tem como objetivo fortalecer o compromisso assumido com a inovação, os padrões de ética e de probidade que regem atuação profissional da emissora e a contínua valorização dos seus integrantes, clientes e parceiros, pelo que adota todas medidas cabíveis para garantir que esta Política seja adequadamente divulgada, entendida e cumprida por todos os seus integrantes.

1. Objetivos
A EMISSORA adota a presente Política como documento integrante do seu sistema de gestão corporativo, compatível com os requisitos da legislação brasileira, com o objetivo de estabelecer diretrizes para que o tratamento de dados pessoais seja realizado em níveis adequados de proteção, mediante a adoção de controles técnicos e administrativos necessários ao atendimento dos requisitos previstos na legislação vigente.
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A presente Política foi elaborada tendo por base a Lei n.º 13.709/2018 - Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assim como outras legislações do ordenamento jurídico que possam interferir nesta Política, bem como as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR ISO/IEC 27701:2020, e pela ISSO 27001:2013. (Caso a emissora opte por não entrar em conformidade com as outras normas acima destacadas, os termos acima devem ser adaptados de acordo com cada caso.)

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Os dados serão excluídos quando tiverem cumprido as finalidades para as quais foram coletados ou quando o respectivo titular solicitar a sua eliminação, exceto se houver base legal que justifique o seu armazenamento.

6. Papéis e Responsabilidades
6.1 Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais – CGPD
Obs.: A criação de um Comitê Gestor de Proteção de Dados para a emissora desempenha um papel importante perante a fiscalização do cumprimento à LGPD. No entanto, caso a emissora opte por não o fazer, deverá excluir as disposições existentes
a respeito desse assunto nesta política.
Fica constituído o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais (CGPD).

O CGPD será composto de:
– 02 diretores;
– 01 membro gestor da área de privacidade e proteção de dados;
– 01 gestor ou consultor da área de segurança ou de tecnologia da informação;
– 01 gestor de departamento pessoal ou de recursos humanos;
– O encarregado de Proteção de Dados.

É responsabilidade do CGPD:
– Aprovar esta Política, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Aprovar as diretrizes de proteção da privacidade e de dados pessoais, complementares a esta Política, elaboradas pelo time de Segurança da Informação, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Garantir a disponibilidade dos recursos necessários para uma efetiva Gestão da Proteção de Dados Pessoais;
– Garantir que o tratamento de Dados Pessoais seja realizado em conformidade com a presente Política e com a legislação vigente;
– Promover a divulgação da presente Política e tomar as ações necessárias para disseminar uma cultura de proteção de Dados Pessoais no ambiente corporativo.
6.2 Encarregado Pelo Tratamento De Dados Pessoais
Obs.: cabe a cada emissora indicar se o encarregado irá cumprir outras funções, para além das que constam abaixo. Caso isso ocorra, elas devem ser acrescidas às demais responsabilidades.
É responsabilidade do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais:
– Apoiar o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais em suas deliberações;
– Tomar as ações cabíveis para se fazer cumprir os termos desta Política;
– Identificar e avaliar as principais ameaças à proteção de dados, bem como propor e, quando aprovado, apoiar a implantação de medidas corretivas para reduzir o risco;
– Aceitar reclamações e comunicações dos titulares de dados pessoais, prestar esclarecimentos e adotar as providências necessárias;
– Receber comunicações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e adotar as providências necessárias;
– Orientar os integrantes e parceiros da emissora a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais;
– Atender as demais atribuições, conforme orientação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, definidas em normas complementares publicadas pelo referido órgão;
– Apoiar a gestão das violações de dados pessoais, garantindo tratamento adequado e comunicando, em prazo razoável, a Autoridade Nacional e titulares afetados pela violação, sempre que esta representar riscos ou danos.
6.3 Equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação
É responsabilidade da equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação:
– De acordo com a Política de Segurança da Informação e diretrizes anexas, bem como com a presente Política, implementar os controles necessários para cumprir os requisitos de segurança da informação necessários à proteção da privacidade e de dados pessoais tratados pela emissora.
– Adotar medidas de segurança, tanto técnicas quanto administrativas, aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito, conforme padrões mínimos recomendados pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais;
– Realizar o tratamento de incidentes de segurança da informação que envolvam o tratamento de dados pessoais, garantindo sua detecção, contenção, eliminação e recuperação dentro de um prazo razoável;
– Apoiar o Encarregado pelo tratamento de dados pessoais na comunicação à Autoridade Nacional e ao titular dos dados pessoais em casos de ocorrência de incidente de segurança que possam acarretar riscos ou danos.
6.4 Usuários da Informação
É responsabilidade dos Usuários da Informação:
– Ler, compreender e cumprir integralmente os termos da presente Política, bem como as demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais aplicáveis;
– Assinar o termo de ciência e adesão à Política, formalizando a ciência e o aceite integral das disposições, bem como das demais normas e procedimentos de segurança, assumindo responsabilidade pelo seu cumprimento;
– Encaminhar quaisquer dúvidas e/ou pedidos de esclarecimento sobre a presente Política, suas normas e procedimentos ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais ou, quando pertinente, ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais;
– Comunicar ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais qualquer evento que viole esta Política ou coloque/possa vir a colocar em risco Dados Pessoais tratados pela emissora.
– Responder pela inobservância da Política, normas e procedimentos relacionados ao tratamento de Dados Pessoais, conforme definido no item sanções e punições.

7. Sanções e Punições
As violações, mesmo que por mera omissão ou tentativa não consumada, desta Política, bem como demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais, serão devidamente apurados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais que pode aplicar a penalidade que entender oportuna, variando entre a penalidade mais branda, advertência, à mais grave, demissão por justa causa, assegurada em todos os casos a ampla defesa.
Para o caso de violações que impliquem em atividades ilegais, ou que possam incorrer em riscos aos titulares de dados pessoais, ou dano à emissora, o infrator será responsabilizado pelos prejuízos, cabendo aplicação das medidas judiciais pertinentes, sem prejuízo daquelas descritas acima.

8. Casos Omissos
Os casos omissos serão avaliados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais para posterior deliberação.
As diretrizes estabelecidas nesta Política e nas demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais não se esgotam
em razão da contínua evolução tecnológica, da legislação vigente e constante surgimento de novas ameaças e requisitos.
Desta forma, não se constitui rol enumerativo, sendo obrigação do usuário da informação da emissora EMISSORA adotar, sempre que possível, outras medidas de segurança além das aqui previstas, com o objetivo de garantir proteção de dados pessoais tratados na emissora.

9. Auditoria interna
A EMISSORA realizará auditorias internas anuais, a serem desenvolvidas pelo Encarregado com o auxílio do time de segurança da informação, no que for necessário, garantido o registro e o relato dos resultados ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.

10. Revisões
Esta Política é revisada com periodicidade anual ou conforme o entendimento do Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.
ASSINATURA DO GESTOR OU DO REPRESENTANTE

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