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Lula discursa em Porto Alegre e destaca conquistas sociais de seu governo

3 de abril de 2018

Uma multidão com bandeiras de sindicatos, movimentos sociais, cartazes questionando as reformas do governo federal atual e pedindo Justiça para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo que pode barrar sua candidatura nas eleições deste ano. O ato em apoio ao petista, que terá recurso de sua condenação julgado nesta quarta-feira (24), no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), relembrou uma mobilização popular que Porto Alegre não via há anos. Segundo os organizadores, chegou a 70 mil pessoas.

 

Ao lado de deputados do PT, figuras como Eduardo Suplicy e o escritor Raduan Nassar, Lula se dirigiu à multidão dizendo que não estava ali para comentar o processo em si ou como funciona o Judiciário. “Não vou falar do meu processo e da Justiça, primeiro, porque tenho advogados competentes que já provaram que sou inocente. Segundo, porque vocês me conhecem há 40 anos e sabem da minha inocência”, declarou o ex-presidente, antes de emendar que espera que os juízes se atenham ao processo e deixem de lado “convicções políticas”.

 

Ao lado dele, no carro de som, outros nomes cotados como possíveis candidatos à presidência em outros partidos também defenderam o direito do ex-presidente de se candidatar. E ter seu nome como uma alternativa nas urnas em agosto.

 

A pré-candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila, afirmou que seu partido reconhecia que o direito de Lula concorrer é “parte das saídas para a crise”. “Precisamos de eleições livres. Nós queremos que essa eleição se decida nas urnas”.

 

Já Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que ainda não se apresentou como candidato, mas vem sendo cortejado pelo PSOL, defendeu que o processo contra Lula é uma tentativa de definir as eleições “no tapetão”. “O TRF4 tem a oportunidade de dar fim à farsa do juiz Sérgio Moro amanhã”, disse. Boulos afirmou ainda que a quarta-feira do julgamento tem de servir como um dia de unidade da esquerda, independente de divergências.

 

O senador Roberto Requião, do MDB do Paraná, que é cogitado como um possível vice de Lula, foi apresentado como “senador da soberania e da democracia”, ladeado por Lula e Dilma. “Impressionado” com o movimento em Porto Alegre, ele também criticou a agenda de reformas que vêm sendo tocadas por Michel Temer, do seu partido, e as manobras contra Lula.

 

A ex-presidenta Dilma Rousseff, que já havia falado em um ato só de mulheres pela manhã, explicou em sua fala porque acha que o processo contra Lula é uma continuação das mesmas forças que fizeram seu impeachment em 2016. Para ela, sem candidatos capazes de vencer Lula nas urnas, a oposição está em busca de outras maneiras de tirá-lo do páreo.

 

“Tem uma coisa que sempre me perguntam, se vamos ter um plano B, caso Lula não possa concorrer. Sabe por que não criamos um plano B? Porque quem acredita na inocência de uma pessoa é um covarde se tentar substitui-lo. Nosso plano é Lula 2018″.

 

Lula lembrou de conquistas de seu governo

O tempo de fala ele usou para relembrar as conquistas sociais de seu governo, como a ascensão de classes sociais, pessoas que passaram a ter carne de frango no prato todos os dias, crianças que não precisavam mais ir dormir sem tomar um copo de leite, jovens que se tornaram os primeiros de suas famílias a entrar na faculdade, trabalhadores que conseguiram garantir aumento proporcional do salário mínimo. Segundo ele, um país que seu partido conseguiu tornar possível e que incomodou muita gente.

 

“Esse país, nós construímos. Por isso, não posso me conformar com esse complexo de vira-latas de uma elite subserviente”, afirmou. “Eles inventaram uma doença chamada PT que provocava a ascensão dos mais pobres. As pessoas não queriam mais andar de ônibus, queriam andar de avião. A doença que eles tentavam tirar está sendo substituída por uma bem pior, que tirou a esperança do nosso povo. Esse país era respeitado, era protagonista internacional”.

 

O ex-presidente relembrou uma época que o país tentava se aproximar de outros países da América Latina, para deixar de lado a mediação que os Estados Unidos historicamente tentavam ter na região. Ele voltou a usar uma metáfora antiga, de que deixamos de ser o país que ladrava para a Bolívia, mas era um cachorrinho para os EUA.

 

No fim, Lula voltou a conclamar a população para estar nas ruas. “Preciso que o povo participe para que a gente possa recuperar esse país. Vocês não tem noção de como foi bom esse país ser grande. Esse país vai voltar. Podem ter certeza”. E concluiu: “Tenho 70 anos, estou com energia de 30 e tesão de 20 para mudar esse país”.

 

Depois do ato, o ex-presidente seguiu em um voo fretado para São Paulo. Lula acompanhará o resultado do julgamento de amanhã, com a família, já que a data marca ainda um ano da internação da ex-primeira-dama Marisa Letícia, por um acidente vascular cerebral, que acabou sendo a causa de seu falecimento.

 

Na capital paulista, apesar da proibição do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) para que se organize um ato na Avenida Paulista, o ex-presidente também deve falar ao público nas ruas. O local e horário ainda não foram divulgados.

 

Fonte: Sul 21 / Foto: Ricardo Stuckert (Instituto Lula/Divulgação)

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POLÍTICA GERAL DE PRIVACIDADE E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

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A EMISSORA entende que a privacidade é um direito fundamental da pessoa natural, de modo que se faz necessário garantir a gestão sistemática e efetiva de todos os aspectos relacionados à proteção de dados pessoais e dos direitos dos seus titulares.
Dessa forma, a EMISSORA está comprometida com uma gestão efetiva da proteção de dados pessoais dos seus integrantes, parceiros e clientes, razão pela qual institui a presente Política Geral de Privacidade e Proteção
de Dados Pessoais (‘Política’).

A presente política tem como objetivo fortalecer o compromisso assumido com a inovação, os padrões de ética e de probidade que regem atuação profissional da emissora e a contínua valorização dos seus integrantes, clientes e parceiros, pelo que adota todas medidas cabíveis para garantir que esta Política seja adequadamente divulgada, entendida e cumprida por todos os seus integrantes.

1. Objetivos
A EMISSORA adota a presente Política como documento integrante do seu sistema de gestão corporativo, compatível com os requisitos da legislação brasileira, com o objetivo de estabelecer diretrizes para que o tratamento de dados pessoais seja realizado em níveis adequados de proteção, mediante a adoção de controles técnicos e administrativos necessários ao atendimento dos requisitos previstos na legislação vigente.
A presente Política objetiva, ainda, prevenir possíveis causas de violações de dados pessoais e incidentes de segurança da informação relacionados ao tratamento de dados pessoais e minimizar os riscos de perdas financeiras, da confiança de clientes ou de qualquer outro impacto negativo como resultado de violações de dados.

2. Ambiente normativo
A presente Política foi elaborada tendo por base a Lei n.º 13.709/2018 - Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assim como outras legislações do ordenamento jurídico que possam interferir nesta Política, bem como as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR ISO/IEC 27701:2020, e pela ISSO 27001:2013. (Caso a emissora opte por não entrar em conformidade com as outras normas acima destacadas, os termos acima devem ser adaptados de acordo com cada caso.)

3. Aplicação
A presente Política se aplica a qualquer operação de tratamento de dados pessoais realizada pela EMISSORA, independentemente do meio ou do país onde estejam localizados os dados, nos termos da LGPD.
Os princípios e conceitos adotados nesta Política são os constantes na LGPD e deverão seguir normas que complementem ou alterem o presente documento. Dentre eles, tem-se em especial que a EMISSORA tratará apenas os dados estritamente necessários para o desempenho da finalidade do tratamento, o qual lhe deverá ser adequado, transparente, não discriminatório e seguro.
A EMISSORA garante ainda que viabilizará o livre acesso e a qualidade dos dados, assim como que tomará medidas adequadas e razoáveis de prevenção e para o atendimento à LGPD.

4. Diretrizes
São diretrizes da EMISSORA para esta Política:
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– Garantir a documentação, implementação e comunicação das Políticas, procedimentos e práticas relacionadas à privacidade e proteção de dados adotadas pela emissora;
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Assim, a EMISSORA se compromete a fornecer ao titular explicações suficientes sobre políticas, procedimentos e práticas com relação aos dados pessoais objeto de tratamento, inclusive eventuais alterações em quaisquer desses itens.
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Os dados serão excluídos quando tiverem cumprido as finalidades para as quais foram coletados ou quando o respectivo titular solicitar a sua eliminação, exceto se houver base legal que justifique o seu armazenamento.

6. Papéis e Responsabilidades
6.1 Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais – CGPD
Obs.: A criação de um Comitê Gestor de Proteção de Dados para a emissora desempenha um papel importante perante a fiscalização do cumprimento à LGPD. No entanto, caso a emissora opte por não o fazer, deverá excluir as disposições existentes
a respeito desse assunto nesta política.
Fica constituído o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais (CGPD).

O CGPD será composto de:
– 02 diretores;
– 01 membro gestor da área de privacidade e proteção de dados;
– 01 gestor ou consultor da área de segurança ou de tecnologia da informação;
– 01 gestor de departamento pessoal ou de recursos humanos;
– O encarregado de Proteção de Dados.

É responsabilidade do CGPD:
– Aprovar esta Política, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Aprovar as diretrizes de proteção da privacidade e de dados pessoais, complementares a esta Política, elaboradas pelo time de Segurança da Informação, bem como propor as alterações e ajustes necessários;
– Garantir a disponibilidade dos recursos necessários para uma efetiva Gestão da Proteção de Dados Pessoais;
– Garantir que o tratamento de Dados Pessoais seja realizado em conformidade com a presente Política e com a legislação vigente;
– Promover a divulgação da presente Política e tomar as ações necessárias para disseminar uma cultura de proteção de Dados Pessoais no ambiente corporativo.
6.2 Encarregado Pelo Tratamento De Dados Pessoais
Obs.: cabe a cada emissora indicar se o encarregado irá cumprir outras funções, para além das que constam abaixo. Caso isso ocorra, elas devem ser acrescidas às demais responsabilidades.
É responsabilidade do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais:
– Apoiar o Comitê Gestor De Proteção De Dados Pessoais em suas deliberações;
– Tomar as ações cabíveis para se fazer cumprir os termos desta Política;
– Identificar e avaliar as principais ameaças à proteção de dados, bem como propor e, quando aprovado, apoiar a implantação de medidas corretivas para reduzir o risco;
– Aceitar reclamações e comunicações dos titulares de dados pessoais, prestar esclarecimentos e adotar as providências necessárias;
– Receber comunicações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e adotar as providências necessárias;
– Orientar os integrantes e parceiros da emissora a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais;
– Atender as demais atribuições, conforme orientação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, definidas em normas complementares publicadas pelo referido órgão;
– Apoiar a gestão das violações de dados pessoais, garantindo tratamento adequado e comunicando, em prazo razoável, a Autoridade Nacional e titulares afetados pela violação, sempre que esta representar riscos ou danos.
6.3 Equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação
É responsabilidade da equipe de Segurança da Informação e de Tecnologia da Informação:
– De acordo com a Política de Segurança da Informação e diretrizes anexas, bem como com a presente Política, implementar os controles necessários para cumprir os requisitos de segurança da informação necessários à proteção da privacidade e de dados pessoais tratados pela emissora.
– Adotar medidas de segurança, tanto técnicas quanto administrativas, aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito, conforme padrões mínimos recomendados pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais;
– Realizar o tratamento de incidentes de segurança da informação que envolvam o tratamento de dados pessoais, garantindo sua detecção, contenção, eliminação e recuperação dentro de um prazo razoável;
– Apoiar o Encarregado pelo tratamento de dados pessoais na comunicação à Autoridade Nacional e ao titular dos dados pessoais em casos de ocorrência de incidente de segurança que possam acarretar riscos ou danos.
6.4 Usuários da Informação
É responsabilidade dos Usuários da Informação:
– Ler, compreender e cumprir integralmente os termos da presente Política, bem como as demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais aplicáveis;
– Assinar o termo de ciência e adesão à Política, formalizando a ciência e o aceite integral das disposições, bem como das demais normas e procedimentos de segurança, assumindo responsabilidade pelo seu cumprimento;
– Encaminhar quaisquer dúvidas e/ou pedidos de esclarecimento sobre a presente Política, suas normas e procedimentos ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais ou, quando pertinente, ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais;
– Comunicar ao Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais qualquer evento que viole esta Política ou coloque/possa vir a colocar em risco Dados Pessoais tratados pela emissora.
– Responder pela inobservância da Política, normas e procedimentos relacionados ao tratamento de Dados Pessoais, conforme definido no item sanções e punições.

7. Sanções e Punições
As violações, mesmo que por mera omissão ou tentativa não consumada, desta Política, bem como demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais, serão devidamente apurados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais que pode aplicar a penalidade que entender oportuna, variando entre a penalidade mais branda, advertência, à mais grave, demissão por justa causa, assegurada em todos os casos a ampla defesa.
Para o caso de violações que impliquem em atividades ilegais, ou que possam incorrer em riscos aos titulares de dados pessoais, ou dano à emissora, o infrator será responsabilizado pelos prejuízos, cabendo aplicação das medidas judiciais pertinentes, sem prejuízo daquelas descritas acima.

8. Casos Omissos
Os casos omissos serão avaliados pelo Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais para posterior deliberação.
As diretrizes estabelecidas nesta Política e nas demais normas e procedimentos de proteção de dados pessoais não se esgotam
em razão da contínua evolução tecnológica, da legislação vigente e constante surgimento de novas ameaças e requisitos.
Desta forma, não se constitui rol enumerativo, sendo obrigação do usuário da informação da emissora EMISSORA adotar, sempre que possível, outras medidas de segurança além das aqui previstas, com o objetivo de garantir proteção de dados pessoais tratados na emissora.

9. Auditoria interna
A EMISSORA realizará auditorias internas anuais, a serem desenvolvidas pelo Encarregado com o auxílio do time de segurança da informação, no que for necessário, garantido o registro e o relato dos resultados ao Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.

10. Revisões
Esta Política é revisada com periodicidade anual ou conforme o entendimento do Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais.
ASSINATURA DO GESTOR OU DO REPRESENTANTE

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