A liquidação extrajudicial continuada aprovada em assembleia da Cotribá na terça-feira (20) abre um novo capítulo no caminho da cooperativa para escapar do fechamento. A decisão foi unânime entre os 375 associados da entidade. Fundada há 115 anos no município de Ibirubá, na Região Noroeste, a cooperativa tenta preservar suas atividades diante de um passivo de R$ 1,427 bilhão.
Na prática, a medida prevê a organização das contas e do patrimônio, com negociações e manutenção das atividades. Trata-se de um processo de reestruturação, mantendo a operação, inclusive o recebimento e a venda dos grãos dos produtores. Mais antiga cooperativa em atividade no Brasil, a Cotribá entrou com dois pedidos de recuperação judicial em 2025.
A cooperativa apontou atrasos no pagamento a produtores rurais, funcionários e fornecedores, além do inadimplemento de obrigações financeiras. Como a medida é extrajudicial, tem validade imediata e não depende da aprovação de juiz. Esse era um ponto que gerava dúvida entre os credores e foi esclarecido. Enquanto isso, a cobrança e o pagamento das dívidas não estão suspensos.
A partir de agora, a Cotribá precisa seguir o plano de liquidação. Se a cooperativa seguir as regras desse acordo, a operação segue normalmente até a liquidação final do negócio.
Para conduzir o processo, os associados escolheram Sérgio Strentzke como liquidante, que até então ocupava a presidência da cooperativa. Ele terá a responsabilidade de elaborar um plano de liquidação, com prazos e formas de pagamento das dívidas com credores, incluindo débitos fiscais, trabalhistas e valores devidos aos produtores rurais.
Agora, o desafio é equacionar a dívida e dar uma resposta aos credores que aguardam uma solução.









