A 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (14ª DPRI) indiciou, nesta quarta-feira (21), um homem por exercício ilegal da medicina, lesão corporal e falsidade documental em Frederico Westphalen. Conforme o inquérito policial, o suspeito se passava por médico sem possuir registro profissional. O suspeito atuava em uma clínica localizada no centro do município.
De acordo com o responsável pelo caso, delegado Jacson Boni, a investigação começou após o registro de ocorrências policiais, denúncias de profissionais de saúde e alertas de órgãos de fiscalização. Durante a apuração, os agentes ouviram pacientes, funcionários, médicos e fiscais, além de cumprirem mandados de busca e apreensão para analisar documentos e dispositivos eletrônicos.
Prescrições falsas e agravamento de lesão
As diligências revelaram que o investigado realizava consultas, diagnósticos, solicitações de exames, prescrições e encaminhamentos — atos restritos a profissionais habilitados. Ele também usava indevidamente dados e nomes de médicos inscritos nos conselhos de classe. Entre os casos apurados, um paciente relatou a piora de uma lesão na pele após aplicar um tratamento indicado pelo suspeito.
A Polícia Civil também identificou a falsificação de requisições de exames, receituários, atestados e até de um laudo laboratorial, cuja instituição de origem negou a emissão. Durante as buscas, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos, documentos e carimbos com nomes de médicos reais.
A equipe também reuniu provas de que o investigado realizava procedimentos invasivos e coletava material biológico dentro de um ambiente clínico.
Proibição de atuar na saúde
A pedido da autoridade policial, o Poder Judiciário aplicou medidas cautelares para proteger a saúde pública. A Justiça proibiu o investigado de exercer qualquer atividade ligada à área da saúde enquanto o caso corre na esfera judicial. A Polícia Civil remeteu o inquérito ao Ministério Público e ao Judiciário.
























